Filosofia Pop http://filosofiapop.com.br Filosofia como parte da cultura. Mon, 29 May 2017 11:38:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.5 Podcast sobre Filosofia com pitadas de referências culturais.<br /> <br /> Marcos Carvalho Lopes e Murilo Ferraz recebem convidados e conversam sobre temas filosóficos. Filosofia Pop clean Filosofia Pop muriloffranco@gmail.com muriloffranco@gmail.com (Filosofia Pop) Filosofia e cultura Filosofia Pop http://filosofiapop.com.br/wp-content/uploads/2016/02/Filosofia-Pop-square-3000.jpg http://filosofiapop.com.br Quinzenal 79030534 Filosofia Pop #047 – Sérgio Buarque de Holanda http://filosofiapop.com.br/podcast/filosofia-pop-047-sergio-buarque-de-holanda/ http://filosofiapop.com.br/podcast/filosofia-pop-047-sergio-buarque-de-holanda/#respond Mon, 29 May 2017 08:30:31 +0000 http://filosofiapop.com.br/?p=1898 Leia mais ]]>

Murilo Ferraz e Marcos Carvalho Lopes recebem Filipe Figueiredo, formado em História pela Universidade de São Paulo (USP) e criador do site Xadrez Verbal, para falar sobre Sérgio Buarque de Holanda.

Se você não conhece ainda a mídia podcast e tem dúvidas sobre como acompanhar o programa, leia este guia.

Vamos nos encontrar aqui a cada duas semanas para iniciar conversas filosóficas, sempre às segundas-feiras, e continuar o papo com vocês nos comentários e redes sociais.

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Sobre o Filipe Figueiredo

Filipe Figueiredo
Filipe Figueiredo é graduado em História pela USP, criador do site Xadrez Verbal, que tem canal no YouTube e podcast do mesmo nome. Criador do podcast Fronteiras Invisíveis do Futebol, escreve os roteiros e narra os vídeos do Nerdologia de História.

Site Xadrez Verbal
Canal do Xadrez Verbal
Canal Nerdologia
Twitter do Xadrez Verbal


Comentados no episódio

  • Pauta principal (0h01m20s)
  • Indicações (1h49m50s)
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http://filosofiapop.com.br/podcast/filosofia-pop-047-sergio-buarque-de-holanda/feed/ 0 Murilo Ferraz e Marcos Carvalho Lopes recebem Filipe Figueiredo, formado em História pela Universidade de São Paulo (USP) e criador do site Xadrez Verbal, para falar sobre Sérgio Buarque de Holanda. Se você não conhece ainda a mídia podcast e… Leia mais → Murilo Ferraz e Marcos Carvalho Lopes recebem Filipe Figueiredo, formado em História pela Universidade de São Paulo (USP) e criador do site Xadrez Verbal, para falar sobre Sérgio Buarque de Holanda. Se você não conhece ainda a mídia podcast e… Leia mais → Filosofia Pop clean 2:08:49 1898
Filosofia Pop #046 – Aristóteles http://filosofiapop.com.br/podcast/filosofia-pop-046-aristoteles/ http://filosofiapop.com.br/podcast/filosofia-pop-046-aristoteles/#comments Mon, 15 May 2017 08:30:46 +0000 http://filosofiapop.com.br/?p=1885 Leia mais ]]>

Murilo Ferraz e Marcos Carvalho Lopes recebem Susana de Castro, Doutora em Filosofia e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para falar sobre Aristóteles.

A professora Susana já participou do episódio #009 – Feminismo.

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Sobre a Susana de Castro


Susana de Castro é doutora em Filosofia pela Ludwig Maximilian Universität München, professora de filosofia e do programa em pós-graduação em filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), autora de livros sobre Filosofia e coordenadora do laboratório Antígona de Filosofia e Gênero.

Site da Pós-graduação em Filosfia da UFRJ
Laboratório Antígona de Filosofia e Gênero
Página da #partidA no Facebook
Texto sobre o livro Filosofia e Gênero no Filosofia Pop
Currículo Lattes da Susana de Castro


Comentados no episódio

0h57m00s – Indicações de livros, músicas e vídeos

Indicações da Susana:

[Livro] Susana de Castro – Três formulações do objeto da Metafísica de Aristóteles
[Livro] Susana de Castro – A teoria aristotélica da substância
[Livro] Susana de Castro – As mulheres das tragédias gregas
[Livro] Aristóteles – Retórica

Indicações do Marcos:

[Livro] Martha Nussbaum – A fragilidade da bondade
[Livro] Bryan Magee – Os Grandes Filósofos
[Livro] James Miller – Vidas Investigadas
[Livro] Aristóteles – Ética a Nicômaco
[Livro] Martha Nussbaum – Fronteiras da Justiça

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http://filosofiapop.com.br/podcast/filosofia-pop-046-aristoteles/feed/ 5 Murilo Ferraz e Marcos Carvalho Lopes recebem Susana de Castro, Doutora em Filosofia e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para falar sobre Aristóteles. A professora Susana já participou do episódio #009 – Feminismo. Murilo Ferraz e Marcos Carvalho Lopes recebem Susana de Castro, Doutora em Filosofia e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para falar sobre Aristóteles. A professora Susana já participou do episódio #009 – Feminismo. Se você não… Leia mais → Filosofia Pop clean 1:04:04 1885
Em Salvador dia 31 de Maio: II Seminário de Filosofia africana http://filosofiapop.com.br/texto/em-salvador-dia-31-de-maio-ii-seminario-de-filosofia-africana/ http://filosofiapop.com.br/texto/em-salvador-dia-31-de-maio-ii-seminario-de-filosofia-africana/#respond Tue, 09 May 2017 03:52:42 +0000 http://filosofiapop.com.br/?p=1858 Leia mais ]]>

Dia 31 de Maio na UCSal durante a Semana da África vai acontecer o I Seminário Internacional de Sociologia africana e o II Seminário Internacional de filosofia africana. O evento é organizado pelo professor Bas´Ilele Malomalo. Mais informações no cartaz abaixo ou pelo email: semanadaafricaucsal@gmail.com.

O Brasil é a segunda nação com maior população negra do mundo. Perde somente da Nigéria. Comporta, conforme o censo do IBGE de 2010, cerca de 51% de pessoas autodeclaradas negras, isto é, pretas e pardas. A Bahia, especificamente, nos territórios de Recôncavo baiano e de Salvador, concentra um nível elevado de negros e negras. O Instituto do Desenvolvimento da Diáspora Africana no Brasil, o Grupo de pesquisa África-Brasil; Produção de Conhecimento, Sociedade Civil, Desenvolvimento e Cidadania Global/CNPq/UNILAB e o Grupo de Pesquisa em Antropologia das Cidades/UCSAL (Coordenadora Julie Lourau); além de direcionar seus trabalhos de investigação e intervenção social para a população de afrodescendentes, desenvolvem atividades de promoção de direitos de cidadania para imigrantes africanos/as no Brasil, que hoje estão em torno de 31 mil. O evento em pauta dá continuidade ao I Seminário de Filosofia Africana organizado, em 2016, pelos Grupo de Pesquisa Narrativa e Educação (Coordenador Marco Carvalho Lopes) e Grupo de Pesquisa África-Brasil (Coordenador Bas´Ilele Malomalo); e faz emergir duas novas ações I Semana da África na Ucsal e I Seminário Internacional de Sociologia Africana. A caracterização do evento em “internacional” é devido à composição do seu público e dos/as pesquisadores/as integrantes das mesas que são de vários países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Itália, Guiné Bissau, França, Moçambique, São Tomé e Príncipe, República Democrática do Congo. Isso ocorre porque a Unilab é uma universidade pública brasileira com um corpo docente e discente internacionais. De fato, os conhecimentos, valores e estéticas a serem produzidos durante o evento, obedecem aos princípios da interdisciplinaridade dos Estudos Africanos, em que cada pesquisador/a parte da sua área de especialidade e cria diálogos consigo mesmo e junto com o seu público. Essa perspectiva é compreendida como a feitura da encruzilha do belo, político, ético, espiritual e epistemológico emancipatórios. É tudo o que esperamos que aconteça na realização da primeira semana da África na UCSAL. Pois, o 25 de maio remete a celebração da luta pela descolonização do continente. Ora, entre os/as negros/as brasileiros/as, mulheres e povos indígenas existem outras datas comemorativas, 13 de maio, 8 de março, 19 de abril, que não fogem das polêmicas e questionamentos por serem objetos de disputas políticas, de escrita de histórias e manutenção de identidades individuais e coletivas. O que nos interessa é a dimensão da crítica emancipatória que movem esses sujeitos históricos. É ela que faz com que a perspectiva africana, afrodescendente, feministas e indígenas, de forma geral, de epistemologia sejam decoloniais e libertadoras.

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http://filosofiapop.com.br/texto/em-salvador-dia-31-de-maio-ii-seminario-de-filosofia-africana/feed/ 0 1858
Filosofia Pop #045 – Filosofia Latino-americana http://filosofiapop.com.br/podcast/filosofia-pop-045-filosofia-latinoamericana/ http://filosofiapop.com.br/podcast/filosofia-pop-045-filosofia-latinoamericana/#respond Mon, 01 May 2017 08:30:49 +0000 http://filosofiapop.com.br/?p=1812 Leia mais ]]>

Murilo Ferraz e Marcos Carvalho Lopes recebem Daniel Pansarelli, doutor em educação pela USP, pró-reitor de extensão e cultura na Universidade Federal do ABC, coordenador do GT Filosofia na América Latina, Filosofia da Libertação e Pensamento Decolonial da ANPOF, para falar sobre Filosofia Latino-americana.

Contamos neste episódio com a leitura de um trecho do artigo “Novo mundo, velhas filosofias”, de Gonçalo Armijos Palacios, interpretado pela atriz Maria Elisa.

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Sobre o Daniel Pansarelli

Daniel Pansarelli
Professor na Universidade Federal do ABC, atual pró-reitor de extensão e cultura. Docente no Programa de Pós-Graduação em Filosofia e nos cursos de graduação em Filosofia (bacharelado e licenciatura) e em Ciências e Humanidades (bacharelado). Coordenou o Bacharelado em Filosofia (2011-2012), a Licenciatura em Filosofia (2012-2013) e foi vice-coordenador do Bacharelado em Ciências e Humanidades (2013-2014). Coordena o Colégio de Extensão (COEX) da Andifes e é vice-presidente nacional do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras (Forproex). É doutor em Educação, área Filosofia e Educação, pela FEUSP, mestre em Educação e graduado em Filosofia pela UMESP. Atua principalmente em temas relacionados a: ética e filosofia política; filosofia moderna e contemporânea; filosofia e educação; América Latina. Coordena o GT Filosofia na Amética Latina, Filosofia da Libertação e Pensamento Decolonial (ANPOF); lidera o Grupo de Pesquisas Perspectivas Críticas da Filosofia Moderna e Contemporânea (UFABC/CNPq), é membro do Centro de Filosofia Brasileira (PPGF/UFRJ), do GT Ética e Cidadania (ANPOF), do Laboratório de Pesquisa e Ensino de Filosofia (UFABC) e da Asociación Latinoamericana de Filosofía de la Educación.

Currículo Lattes do Daniel Pansarelli


Comentados no episódio

1h23m00s – Indicações de livros, músicas e vídeos

Indicações do Daniel:

[Site] Página do Henrique Dussel
[Site] Página do IFIL – Instituto de Filosofia da Libertação
[Livro] Roberto Gomes – Crítica da razão tupinquim

Indicações do Marcos:

[Livro] Gonçalo Armijos Palácioslo Armijos Palácios – De como fazer filosofia sem ser grego, estar morto ou ser gênio
[Livro] Leopoldo Zea – Discurso desde a Marginalização e a Barbárie
[Documentário] A linha fria do horizonte

Indicações do Murilo:

[Seriado] Chaves – O ladrão da vila
[Seriado] Chaves – A venda da vila

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http://filosofiapop.com.br/podcast/filosofia-pop-045-filosofia-latinoamericana/feed/ 0 Murilo Ferraz e Marcos Carvalho Lopes recebem Daniel Pansarelli, doutor em educação pela USP, pró-reitor de extensão e cultura na Universidade Federal do ABC, coordenador do GT Filosofia na América Latina, Filosofia da Libertação e Pensamento Decolonia... Murilo Ferraz e Marcos Carvalho Lopes recebem Daniel Pansarelli, doutor em educação pela USP, pró-reitor de extensão e cultura na Universidade Federal do ABC, coordenador do GT Filosofia na América Latina, Filosofia da Libertação e Pensamento Decolonial da ANPOF, para… Leia mais → Filosofia Pop clean 1:40:51 1812
Tradução de alguns textos sobre filosofia africana http://filosofiapop.com.br/texto/traducao-de-alguns-textos-sobre-filosofia-africana/ http://filosofiapop.com.br/texto/traducao-de-alguns-textos-sobre-filosofia-africana/#respond Thu, 27 Apr 2017 13:23:40 +0000 http://filosofiapop.com.br/?p=1806 Leia mais ]]>

Estes textos foram traduzidos para uso didático. Estão em versões que podem ter problemas, já que não tiveram revisão. 

A filosofia moderna e o colonialismo africano_ Emmanuel Eze

Como não comparar o pensamento tradicional africano_ Wiredu

a sociabilidade do eu_Bitek

Ntu_filosofia africana Janheinz Jahn (trecho)

Ontologia Bantu – Placide Tempels

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Filosofia Pop #044 – Lógica Paraconsistente http://filosofiapop.com.br/podcast/filosofia-pop-044-logica-paraconsistente/ http://filosofiapop.com.br/podcast/filosofia-pop-044-logica-paraconsistente/#comments Mon, 17 Apr 2017 08:30:53 +0000 http://filosofiapop.com.br/?p=1781 Leia mais ]]>

Murilo Ferraz e Marcos Carvalho Lopes recebem Newton Carneiro Affonso da Costa, Livre Docente pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Doutor em Matemática pela UFPR, um dos mais importantes lógicos do Brasil e criador da Lógica Paraconsistente para falar sobre a Lógica Paraconsistente.

Contamos neste episódio com a leitura do prefácio do livro “Ensaios sobre a Verdade”, de Donald Davidson, interpretado pela atriz Maria Elisa.

Dividimos a entrevista com o professor Newton da Costa em duas partes. Esta é a segunda parte, que conversamos sobre Lógica Paraconsistente. Para ouvir a primeira partem acesse o episódio #043 – Newton da Costa.

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Sobre o Newton da Costa

Newton da Costa
Foi Professor titular da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). É graduado em Engenharia Civil e em Matemática pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Em 1964 torna-se Professor Catedrático na área de Análise Matemática e Análise Superior, nesta mesma universidade, onde lecionou por 14 anos. Tem interesses na área de Filosofia, com ênfase em Lógica Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: paraconsistência e fundamentos da ciência. Foi um dos criadores das Lógicas Paraconsistentes, o que lhe rendeu diversos títulos nacionais e internacionais. Foi professor visitante, pesquisador, visiting scholar ou conferencista ocasional em várias instituições do exterior, tais como: Universidade do Chile, Pontifícia Universidade Católica do Chile, Universidade de Buenos Aires, Universidade Nacional del Sur (Bahía Blanca), Universidade Nacional de Peru (Mayor de San Marcos), Universidade Nacional da Colômbia, Universidade Nacional de Uruguai, Universidade da California (Berkeley e Los Angeles), Universidade de Stanford, Universidade Nacional Autônoma de México, Universidade Nova de Lisboa, Universidade de Barcelona, Universidade de Salamanca, Universidade de Paris VII, Universidade de Lille, Universidade de Clermont-Ferrand, Universidade de Nápoles, Universidade de Siena, Scuola Normale Superiore di Pisa, Academia de Ciências da Bulgária, Instituto Venezolano de Investigaciones Científicas, Universidade de Torun, Universidade de Varsóvia, Universidade Nacional da Austrália.

Entrevista para a Folha de São Paulo
Currículo Lattes do Newton da Costa


Comentados no episódio

0h50m10s – Indicações de livros, músicas e vídeos

Indicações do Newton da Costa:

[Livro] Newton da Costa – Ensaio sobre os fundamentos da Lógica
[Livro] Newton da Costa – Introdução aos fundamentos da Matemática
[Livro] Newton da Costa – Lógica indutiva e probabilidade
[Entrevista] O fantasma da Contradição – entrevista de Newton da Costa à revista Fatum, da Universidade Técnica de Munique

Indicações do Marcos:

[Artigo] Newton C.A. Da Costa , Otávio Bueno & Steven French – Is there a zande logic?
[Livro] Willard van Orman Quine – O sentido da nova lógica
[Livro] Sigmund Freud – A negação
[Livro] Donald Davidson – Ensaios sobre a verdade

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http://filosofiapop.com.br/podcast/filosofia-pop-044-logica-paraconsistente/feed/ 10 Murilo Ferraz e Marcos Carvalho Lopes recebem Newton Carneiro Affonso da Costa, Livre Docente pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Doutor em Matemática pela UFPR, um dos mais importantes lógicos do Brasil e criador da Lógica Paraconsistente para... Murilo Ferraz e Marcos Carvalho Lopes recebem Newton Carneiro Affonso da Costa, Livre Docente pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Doutor em Matemática pela UFPR, um dos mais importantes lógicos do Brasil e criador da Lógica Paraconsistente para falar sobre… Leia mais → Filosofia Pop clean 1:00:20 1781
A Ontologia Bantu – trecho da Filosofia Bantu de Plácide Tempels http://filosofiapop.com.br/texto/a-ontologia-bantu-trecho-da-filosofia-bantu-de-placide-tempels/ http://filosofiapop.com.br/texto/a-ontologia-bantu-trecho-da-filosofia-bantu-de-placide-tempels/#respond Wed, 05 Apr 2017 03:36:47 +0000 http://filosofiapop.com.br/?p=1769 Leia mais ]]>

PLACIDE TEMPELS

(1906-1977)

Missionário franciscano belga, atuou na província de Katanga no Congo Belga (atualmente, República Democrática do Congo) entre 1933 e 1962. Ganhou fama a partir dosdebates sobre a filosofia africana com a repercussão da publicação em 1945 do livro La philosophie bantoue (traduzido para o inglês em 1959).

 

Ontologia Bantu

O comportamento dos bantus – ele se concentra em um único valor: a força vital

      Placide Tempels[1]

Baixe aqui em PDF: Ontologia Bantu

 

Os africanos usam frequentemente certas palavras. Se trata daquelas que expressam seus valores extremos; se repetem como variações de um tema presente em sua língua, em seu pensamento e em todos os seus atos e obras.

Este valor supremo é a vida, a força, a existência vigorosa ou a força vital.

Referindo-se a várias práticas estranhas para as quais nós não vemos nem pé nem cabeça, os bantus dizem que o seu propósito é obter vida, energia ou força vital, viver vigorosamente, que aquelas sirvam para fortalecer a vida ou assegurar que a força permaneça initerruptamente na posteridade do indivíduo.

Empregado em sentido negativo, a mesma ideia aparece manifesta quando os bantus afirmam: “nós atuamos assim para nos protegermos do infortúnio ou de uma diminuição da vida e do ser, ou para nos protegermos daquelas influências que nos aniquilariam ou dizimariam”.

A força, a vida rigorosa, a energia vital são objeto de orações e de invocações à Deus, aos espíritos e os mortos, assim como geralmente chamam de magia, feitiçaria ou remédios mágicos. Os bantus te dirão que procuram um adivinhador para aprender as palavras da vida, para que possam lhe ensinar a maneira de fortalecer a vida. Em cada língua bantu é fácil reconhecer as palavras ou expressões que denotam uma força que não se emprega em um sentido exclusivamente físico, porém no sentido da integridade de nosso ser.

O bwanga (que tem sido traduzido como remédio mágico) não deveria, segundo eles dizem, aplicar-se a feridas ou extremidades enfermas. Não tem necessariamente um efeito terapêutico local, mas fortalece, aumenta a força vital.

Ao invocar à Deus, aos espíritos ou aos espíritos dos antepassados, os pagãos pedem acima de tudo: “dai-me força”. Quem lhes inste a abandonar os rituais de magia, por serem contrários a vontade de Deus e, portanto, maus, será replicado com a pergunta: “No que são maus? ”. O que nós consideramos mágico não é, aos seus olhos, senão ativar as forças naturais que Deus pois a disposição dos homens para aumentar sua energia vital.

Quando tentam identificar metáforas ou paráfrases, os bantus falam do mesmo Deus como “O Poderoso”, aquele que possui a força em si mesmo. Ele também é a fonte da força de cada criatura.  Deus é Dijina dikatampe: o grande nome, porque ele é a grande força, o mukomo como dizem nosso baluba, o que é mais forte que todos os demais.

Os espíritos dos primeiros antepassados, muito exaltados no mundo sobre-humano, possuem uma força extraordinária dado que são os fundadores da espécie humana e os propagadores da herança divina da fortaleza vital humana. Os outros mortos são apreciados na medida em que aumentam e perpetuam sua força vital na sua prole.

Para o bantu, todos os seres do universo têm a sua própria força vital; humano, animal, vegetal ou inanimado. Cada ser foi dotado por Deus com uma certa força, que é capaz de fortalecer a energia vital do ser mais forte da criação: o homem.

A suprema felicidade, a única forma de bem-aventurança, para os bantus está na posse de maior força vital; a pior adversidade e, na verdade, a único tipo de desgraça para eles, é a redução desse poder.

Qualquer doença, ferida ou aborrecimento, todo sofrimento, a depressão ou a fadiga, cada injustiça ou fracasso, é considerada e descrita pelos bantus como uma diminuição da força vital.

A enfermidade e a morte não têm sua fonte em nossa própria força vital, mas advém de algum agente externo que nos debilita a partir de sua maior força. Somente ganhamos resistência em relação as forças externas, através da aplicação de remédios mágicos que fortalecem nossa energia vital.

Não deveria nos surpreender o fato dos bantus aludirem a sua força vital em suas fórmulas de saudação, mediante o emprego de formas de dirigir-se ao outro como: “tu és forte”, “tu está cheio de vida” ou “há muita vida dentro de ti”; nem que expressem compaixão com expressões como: “sua força vital diminuiu”, “sua energia vital se enfraqueceu”. Este também é um significado presente na forma de condolências “wafwa ko!”, que traduzimos como “estas morrendo”, e por conta do erro de nossa tradução somos completamente incapazes de compreender os bantus e os consideramos inclinados ao exagero mais ridículo quando não deixam de dizer que estão “mortos” de fome ou de cansaço, o que o menor obstáculo ou enfermidade os está “matando”. Em suma mente eles apenas expressam uma diminuição da força vital, sendo sua expressão em tal sentido mais do que razoável e sensata. Nas suas línguas, também existem verbos como kufwa e fukwididila, que indicam as etapas sucessivas da perca de força, perca de vitalidade, e cujas formas superlativas significam a paralisia total da força vital. É um erro completo traduzir essas formas verbais como “morrer” ou “morrer completamente”.

Isto explica algo sem dúvidas certo; o que mais inibe os pagãos de converter-se ao cristianismo e de renunciar aos ritos mágicos é o temor de atenuar essa energia vital ao não poder recorrer aos poderes naturais que as sustentam.

Em 1936 dei para minha classe de estudantes em Lukonzolwa (Lago Moero) a proposta de tema de ensaio: “Obstáculos para a conversão entre os povos pagãos”. Para minha grande surpresa, depois de expor uma lista de práticas todos eles afirmaram que o principal obstáculo poderia resumir-se a convicção de que abandonar os costumes estabelecidos pelos seus antepassados lhes levaria a morte. A objeção, portanto, era antes uma questão de princípio do que de prática, e seu medo se fundava nas “verdades” da ontologia bantu.

Estes diversos aspectos do comportamento bantu nos permitem ver que a chave do pensamento bantu é a ideia de força vital, cuja fonte é Deus. A força vital é a realidade que, ainda que invisível, é suprema no homem. Este pode renovar sua força vital extraindo a força de outras criaturas.

A. A noção geral de ser

Vimos que a alma dos bantus anseiam por vida e força. A noção fundamental a partir da qual concebem o ser se encontra na categoria das forças.

A metafísica estuda essa realidade existente em todas as coisas e em cada ser do universo. Em virtude de tal realidade, todos os seres têm algo em comum, de maneira que a mesma definição pode ser aplicada a todas as formas de ser.

Para chegar a esta realidade comum a todos os seres, ou melhor idêntica em todos os seres, é necessário eliminar todas as formas de realidade que pertencem unicamente a uma categoria dos seres.

Prestamos atenção somente aos elementos, ainda que tais elemento, sejam comuns a todos os seres. Estes elementos são, por exemplo, a origem, o crescimento, as mudanças, a destruição ou a realização dos seres, a causalidade ativa e passiva e, em particular a natureza do ser como tal que sustenta esses fenômenos universais. Estes elementos constituem o objeto do conhecimento metafísico, ou seja, do conhecimento que abarca o que é físico ou real.

A metafísica não trata do abstrato ou do irreal; de fato suas noções, suas definições e suas leis são abstratas e gerais, como são sempre as noções, e definições de toda ciência.

O pensamento cristão no ocidente, depois de adotar a terminologia da filosofia grega e talvez sobre sua influência, definiu essa realidade comum a todos os seres ou, como poderíamos dizer talvez, ao ser como tal: “a realidade que é”, “o existente”, “o que é”. Sua metafísica tem se baseado em uma concepção fundamentalmente estática do ser.

Justamente neste ponto pode-se ver a diferença fundamental entre o pensamento ocidental e o do povo bantu e outros povos primitivos. (Eu comparo apenas sistemas que inspiraram grandes “civilizações”).

Nós podemos compreender a noção transcendental de “ser” separando-o de seu atributo “força”, porém não assim os bantus. Em seu pensamento, a “força” é um elemento necessário do “ser”, e o conceito “força” é inseparável da definição do “ser”. Os bantus carecem de toda ideia de “ser” divorciado da ideia de força. Sem o elemento da “força”, o “ser” não pode ser concebido.

A nossa é uma concepção estática do “ser”, a deles, “dinâmica”.

O que antes foi dito que deveria ser aceito como base da ontologia bantu: em particular. O conceito de “força” está unido ao de “ser” até no pensamento mais abstrato acerca da noção de ser.

Ao menos deve-se afirmar que os bantus em relação ao ser possuem um conceito duplo, um conceito que pode ser expresso como se segue: “ser é o que tem força”.

Porém, creio que podemos ir mais além. Nossa afirmação da filosofia bantu deveria captar tanto quanto possível suas características distintivas. Me parece que não alcançaremos essa precisão formulando a noção de ser no pensamento bantu como “ser é o que tem força”.

Creio que deveríamos traduzir com maior fidelidade o pensamento bantu na linguagem europeia afirmando que os bantus falam, atuam e vivem como se para eles os seres fossem forças. Para eles a força não é uma realidade superveniente, acidental. A força é inclusive mais do que um atributo necessário dos seres: a força é a natureza do ser, a força é ser, o ser é a força.

Quando nós pensamos nos termos do conceito “ser”, eles utilizam o conceito “força”. Quando nós vemos seres concretos, eles veem forças concretas. Quando nós dizemos que os seres se diferenciam por sua essência ou natureza, os bantus dizem que as “forças” diferem em sua essência ou natureza. Sustentam que existe a força divina, forças celestiais ou terrestres, forças humanas, animais, vegetais e, inclusive, forças materiais ou minerais.

O leitor poderá formar a sua própria opinião ao final deste estudo em relação a validade desta hipótese e seu valor exato: em contraposição a nossa definição do ser como “aquilo que é” ou “a coisa como ela é”, a definição bantu interpreta “aquilo que é força” ou “a coisa enquanto força” ou “uma força existente”. Não podemos deixar de insistir em que a “força” não é para os bantus um atributo necessário e irredutível do ser: não, a noção de “força” ocupa para eles o lugar da noção de “ser” na nossa filosofia. Do mesmo modo que nós, eles contam com um conceito transcendental, elementar, simples: no seu caso, a “força”, no nosso o “ser”.

Como todo ser é a força e existe somente por tomar parte dela, a categoria “força” inclui necessariamente todos os seres: Deus, os homens vivos e os defuntos, os animais, as plantas e os minerais. Já que o ser é a força, todos esses seres representam forças para os bantus. Ainda que este conceito universal seja apenas empregado pelos bantus, estes são sensíveis as abstrações filosóficas por mais que as expressem unicamente em termos concretos. Dando um nome para cada coisa, porém a vida interior destas coisas, percebem em suas mentes como sendo forças específicas e em absoluto como uma realidade estática.

Constituiria um mal-uso das palavras chamar os bantus de “dinamistas” ou “energistas”, como se o universo fosse animado por alguma força universal, um tipo de poder mágico único que abarcasse toda a existência, como parecem crer certos autores, a julgar por seu enfoque de mana, bwanga ou kanga. Esta é uma explicação europeia de uma filosofia primitiva que somente se compreende imperfeitamente. Os bantus fazem uma clara distinção e captam uma diferença essencial entre seres diferentes, ou seja, entre forças diferentes. Entre os distintos tipos de forças chegaram a reconhecer, como nós igualmente fazemos, a unidade, a individualidade, ainda que esteja claramente entendida como individualidade de forças.

Por isso, me parece necessário rechaçar como alheia a filosofia bantu a dualidade do bem e do mal como duas forças; e também o que veio a chamar-se “ser comum” ou “comunidade de natureza”, quando estes termos são usados pera eliminar a individualidade das forças.

Na categoria dos seres visíveis, os bantus distinguem aqueles que são percebidos pelos sentidos e a “coisa em si mesma”. Por “coisa em si mesma” eles se referem a sua natureza individual interior ou, mais precisamente, a força da coisa. Expressam isso em linguagem figurada quando dizem que “em cada coisa há outra coisa; em cada homem há um homem menor”. Porém poderíamos no enganar enormemente ao querer atribuir a essa peça de imaginário qualquer expressão verbal da noção bantu do ser. Essa alegoria explícita simplesmente a distinção que eles estabelecem entre o fenômeno contingente, visível, do ser ou da força, e natureza visível intrínseca dessa força.

Quando “nós” diferenciamos no homem a alma e o corpo, como tem sido feito em determinados textos ocidentais, não sabemos como explicar para onde foi “o homem” depois da separação destes elementos. Se, a partir da perspectiva europeia, nos propomos a encontrar termos bantus adequados para expressar essa maneira de falar, nos veremos em sérios apuros, em especial se queremos falar da alma do homem. A não ser que se encontrem dentro da influência europeia, os bantus não falam assim de si mesmos. No homem eles distinguem o corpo, a sombra e o sopro. Este último é a manifestação assumida da vida, seu signo manifesto, ainda que mortal e em absoluto equivalente ao que nos entendemos por alma, especialmente a alma que subsiste a morte, quando o corpo, com sua sombra e seu sopro, haverá desaparecido. Para designar o que perdura depois da morte, os bantus no dão um nome relativo a uma fração do homem.  Sempre ouvi os anciões falarem do “homem mesmo”, “o mesmo”, aye mwine; ou “o homem menor” que anteriormente estava oculto na manifestação perceptível do homem; ou o muntu, que, na morte, teria deixado os viventes.

Me parece incorreto traduzir essa palavra, muntu, por “o homem”. O muntu possui certamente um corpo visível, porém este não é o autêntico muntu. Um bantu explicou um dia para um de meus colegas que o muntu se parece em boa medida com o que chamamos de “pessoa”, e não com o que entendemos por “o homem”. Muntu significa, portanto, força vital dotada de inteligência e vontade. Esta interpretação confere um sentido lógico para a declaração que um dia ouvi de um bantu: “Deus é um grande muntu” (Viedye i muntu mukatambe). Isto significava: “Deus é a grande pessoa”; ou seja, a grande força vital, poderosa e sábia.

Os bintu são em boa medida o que nós chamamos coisas; porém para a filosofia bantu se trata de seres, ou seja, forças não dotadas de razão, não viventes.

B. Toda força pode ser fortalecida ou debilitada. Ou seja, qualquer ser pode fortalecer-se ou debilitar-se

Dizemos de um homem que cresce, se desenvolve, adquiri conhecimentos, exercita sua inteligência e sua vontade; e que ao fazer tal coisa incrementa estes dons. Não sustentamos que com essas aquisições e tal desenvolvimento tenha se convertido em mais que um homem; ao menos no sentido de que sua natureza humana já não seja o que antes era. Ou existe uma natureza humana ou ela não existe. Não se trata de algo que aumente ou diminua. O desenvolvimento se dá nas qualidades de um homem ou em suas faculdades.

A ontologia bantu – ou, para ser mais exato, a teoria bantu das forças – se opõe radicalmente a qualquer concepção deste tipo.  Quando um bantu diz: “Estou me tornando mais forte”, está pensando em algo muito diferente do que nós pensamos quando afirmamos que nossas faculdades estão desenvolvendo-se. Lembremos que, para os bantus o ser é força e a força é o ser. Quando um bantu afirma que uma força está ampliando-se, ou que um ser esta fortalecido, seu pensamento deve expressar-se em nossa linguagem e de acordo com nossa perspectiva como “este ser está se desenvolvendo como tal”, sua natureza está fortalecida, incrementada, acrescida. O que ensina a teologia católica particularmente em relação as realidades sobrenaturais da graça, é que essa é uma reafirmação sobrenatural de nosso ser, que é capaz de desenvolver-se e fortalecer-se em si mesmo, uma ideia similar àquela que os bantos aceitam na ordem natural como sendo verdadeira para qualquer ser, para qualquer força.

Este é o sentido no qual deveríamos compreender as expressões que mencionamos para mostrar que o comportamento dos bantus gira em torno da ideia de energia vital: “seja forte”, “fortaleça sua vida”, ‘você é poderoso”, “força”, ou ainda, “sua força vital está diminuindo, algo está te afetando”.

Também, é neste sentido que devemos compreender [James George] Fraser[2] quando escreveu em O ramo dourado: “Como o corpo, a alma pode ser grossa ou delgada, grande ou pequena”, ou também: “a diminuição da sombra é considerada a indicação de um enfraquecimento paralelo da energia vital de seu proprietário”.

É também a mesma ideia de M. E. Possoz quando escreveu Elements of Negro custumary law (Elementos do direito consuetudinário negro): “Para os africanos, a existência é uma coisa de intensidade variável”; e mais adiante, quando fala da “diminuição ou fortalecimento do ser”.

A seguir, precisamos falar sobre a existência das coisas ou das forças. Na origem, a subsistência ou aniquilação dos seres é atribuída expressa e exclusivamente a Deus. O termo “criar”, em sua conotação de “evocar desde o não-ser” e encontrado com a mesma significação na terminologia bantu (kupanga in Kibula). É desta forma que os bantus veem, no fenômeno da concepção, uma intervenção direta de Deus para a criação da vida.

Aqueles que que pensam que, de acordo com os bantus, um ser pode aniquilar por completo um outro, ao ponto de que este deixe de existir, tem uma ideia falsa de suas concepções. Não existe dúvida de que uma força que é maior que outra pode paralisar esta última, diminui-la e, inclusive, fazer com que seu funcionamento cesse por completo, porém, nem com isso a força cessa de existir. A existência que procede de Deus não pode ser de nenhuma criatura por qualquer outra força.

C. A interação das forças: um ser influência o outro.

 

Nós falamos de interações mecânicas, químicas, e físicas entre os seres. Os realistas e os idealistas veem no reconhecimento de outra causalidade que condiciona o ser em si mesmo a causa da existência do ser como tal. Se trata de uma causalidade metafísica que une a criatura com o Criador. A relação da criatura com o Criador é uma constante; o que significa dizer que, por sua natureza, a criatura depende continuamente do Criador para sua existência e sua subsistência. Nós não concebemos nenhuma relação equivalente entre criaturas. Os seres criados se representam na filosofia escolástica como substâncias, isto é, seres que existem, se não por si mesmos, ao menos em si mesmos, in se, non in alio. A criança é, desde seu nascimento, um novo ser, um ser humano completo. Possui a plenitude da natureza humana e sua existência humana como tal é independente da de seus progenitores. A natureza humana de uma criança não se mantém em relação causal permanente com a de seus pais.

Este conceito de seres separados, da substância (para empregar o termo escolástico), encontradas cada qual lado a lado, inteiramente independentes entre si, é estranha ao pensamento bantu. Os bantus sustentam que os seres criados conservam entre si um vínculo, uma relação ontológica íntima, comparável ao nexo causal que une a criatura ao Criador. Para os bantus existem uma interação do ser com o ser, ou melhor, da força com a força. Transcendendo as interações mecânicas, químicas e psicológicas, veem uma relação de forças que deveríamos chamar ontológica. Na força criada (um ser contingente), o bantu vê um ato causal que emana da mesma natureza dessa força e influi em outras forças. Uma força fortalecerá ou debilitara a outra. Essa causalidade não é de modo nenhum sobrenatural, no sentido de ir além da natureza criada, é, ao contrário, uma ação de causa metafísica que decorre da natureza mesma do ser criado.  O conhecimento geral de tais atividades pertence ao âmbito do conhecimento natural e constitui propriamente a filosofia. A observação da ação dessas forças em suas aplicações específicas e concretas constituiria a ciência natural dos bantus.

Esta interação dos seres tem sido designada pela palavra “magia”. Se o desejo é manter o termo, é necessário modificar o seu entendimento de acordo com a concepção do pensamento bantu.  Aquilo que os europeus chamam de “magia primitiva”, existe, para olhos primitivos, não operadas pela atuação de forças sobrenaturais e indeterminadas, mas simplesmente a interação entre forças naturais, tal como foram criadas por Deus e colocadas por Ele a disposição dos homens. Nos seus estudos sobre a magia, os autores fazem a distinção entre “magia imitativa”, “magia receptiva”, “magia contagiosa”, “magia do desejo expresso”… etc. Seja como for, contato ou expressão do desejo não está fora da essência do que se qualifica como magia, aquilo que nós chamamos de interação entre as criaturas. O próprio fato de que se tenha que recorrer a diferentes termos para distinguir os “tipos” de magia demonstra que qualquer tentativa de penetrar na natureza profunda da magia foi abandonada em favor de sua classificação que se sustenta sobre características secundárias.

A criança, mesmo quando adulta, permanecem sendo para os bantus um homem, uma força, em dependência causal e subordinação ontológica as forças que são seu pai e sua mãe. A força mais velha sempre domina a força mais jovem, continuando a exercer a sua influência vital sobre ela. Isto é dito para dar um primeiro exemplo da concepção bantu, segundo a qual os seres-força do universo não são uma multiplicidade de forças independentes colocadas em justaposição de ser para ser. Todas as criaturas se encontram relacionadas segundo as leis de uma hierarquia. Nada se move neste universo de forças sem que seu movimento influa em outras forças. Se considera que o mundo de forças é como a teia de uma aranha, na qual não se pode fazer vibrar nenhum fio sem sacudir todos os seus outros pontos.

Argumentou-se que os “seres” só adquirem “poder” para agir sobre outros seres ou forças através da intervenção de espíritos e manes. Esta afirmação vem dos observadores europeus; não existe na mente dos negros. Os mortos intervêm como modo de fazer conhecer aos viventes, a natureza e qualidade de certas forças; mas eles não pretendem mudar esta natureza ou aquelas qualidades que são pressupostas como sendo desta força particular. Os negros afirmam explicitamente que as criaturas são forças, criadas por Deus como tais; e que a intervenção dos espíritos ou manes não altera nada: tais mudanças são ideias do homem branco.

D. A hierarquia das forças: a categoria da vida e da primogenitura

 

Assim como existem castas na Índia, do mesmo modo que os israelitas distinguem o “puro” e o “impuro”, o mesmo acontece na ontologia bantu em que os seres são divididos de acordo com seu poder vital (levenskracht) ou sua categoria de vida (levensrang). Acima de todas as forças se encontra Deus, espírito e criador, o mwine bukomo bwandi. É ele quem possui a força, o poder em si mesmo. Ele dá a existência, as condições de subsistência e desenvolvimento das outras forças. Em relação as outras forças, é ele que aumenta a força ou a vida. Depois dele estão os primeiros pais dos homens, fundadores dos diferentes clãs.  Estes arquipatriarcas foram os primeiros para os quais Deus comunicou sua força vital, com o poder de exercer sobre toda sua descendência a influência afirmadora da vida, ocupando na concepção dos negros, o elo de ligação mais elevado entre os homens e Deus, tão elevado que não mais são considerados como simples mortos. Já não são nomeados entre os manes; e entre os baluba são chamados de bavid-ye, seres espirituais, pertencentes a uma ordem superior, que participam, até certo ponto, diretamente da força divina.

Depois destes primeiros antepassados, estão os ancestrais dos diversos clãs, por ordem de primogenitura. Eles formam a linha de vida por meio da qual os antepassados exercem sua influência potencializadora na geração vivente. Os viventes pertencem, por sua vez, a uma hierarquia que não atende simplesmente ao status legal, mas que parece obedecer ao seu próprio ser segundo a primogenitura e sua categoria vital; ou seja, segundo seu poder vital.

Mas o homem vivente não está pendurado no ar, vive na sua terra, onde se vê a si mesmo como a força vital soberana, que governa a terra e o que nela vive: homem, animal ou planta. O mais velho de um grupo ou clã é, para os bantus, por lei divina o vínculo em que se sustenta a vida, unindo os antepassados com seus descendentes. É ele que “fortalece” a vida de seu povo e de todas as forças inferiores –  animais, vegetais e inorgânicas – que existem, se desenvolvem ou vivem sobre o fundamento do que ele procura para o bem-estar de seu povo. O verdadeiro líder é, de acordo com a concepção original e a organização dos clãs, o pai, o mestre, o rei; é a fonte de todos os viventes plenos de vigor; é como o próprio Deus. Ele explica o que os bantus querem dizer quando protestam contra a designação de um chefe, por intervenção governamental, incapaz, devido a sua categoria ou forças vitais, de ser o elo de ligação que une os mortos e os vivos. “Alguém assim não pode ser chefe. É impossível. Nada cresceria em nosso solo, as mulheres não terão mais filhos e tudo se tornaria estéril”. Tais considerações e profundo desespero são inteiramente misteriosas e incompreensíveis, uma vez que não captamos a concepção bantu da existência e sua interpretação do universo. Mas o teste da teoria das forças, do seu ponto de vista, parece ser lógico e claro.

Depois da categoria das forças humanas aparecem as outras forças: animais, vegetais e minerais. Porém, em cada uma dessas categorias, se encontra uma hierarquia baseada no poder vital, categoria e primogenitura.

A partir disso, consequentemente, podemos fazer uma analogia entre o grupo humano e um outro grupo inferior (por exemplo, da classe animal), analogia baseada na posição relativa destes grupos em relação com sua própria posição. Esta seria uma analogia fundada na primogenitura ou sobre uma ordem predeterminada de subordinação. Um grupo humano e uma espécie animal podem ocupar em suas respectivas classes uma categoria relativamente similar ou bem diferente. Um chefe pertencente a classe dos humanos mostra sua categoria de soberania vestindo a pele de um animal dominante. O respeito a essa classificação na vida, o cuidado de não se colocar a si mesmo acima do seu lugar legítimo, a necessidade de não considerar as forças superiores como se fossem nossas iguais, tudo isso pode proporcionar a chave para o tão controvertido problema do “tabu” e do “totem”.

 

[1] Tradução para uso didático feita por Marcos Carvalho Lopes (UNILAB) marcosclopes@unilab.edu.br

[2] Refere-se a obra de The Golden Bough; a Study in Magic and Religion (em português O Ramo de Ouro. Tradução de Waltensir Dutra. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1982) do escocês James George Fraser (1854-1941). Publicada em 1890, o livro é um clássico da sociologia.

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Eurocentrismo, relativismo e reducionismo: como se livrar do “ismo”… http://filosofiapop.com.br/texto/eurocentrismo-relativismo-e-reducionismo-como-se-livrar-do-ismo/ http://filosofiapop.com.br/texto/eurocentrismo-relativismo-e-reducionismo-como-se-livrar-do-ismo/#respond Mon, 03 Apr 2017 16:01:48 +0000 http://filosofiapop.com.br/?p=1760 Leia mais ]]>

Cornel West escolheu estas falas de Valery e Fanon como epigrafe de uma de suas palestras (as que estão na imagem). Qualquer estudante de ensino médio pode ter uma boa ideia sobre o que seria seu discurso a partir da leitura dos fragmentos: uma crítica ao eurocentrismo do discurso de Valery, acompanhada do desvelamento da exploração e silenciamento dos povos periféricos oprimidos. Pois bem, não é isso que o autor faz.

Primeiramente ele chama atenção para a força retórica do texto dos dois autores, ponderando que seu poder advém justamente do exagero dramático que toma meias-verdades como Verdades absolutas. Ora, tanto o discurso de Valéry quanto o discurso de Fanon se sustentam na descrição de uma Europa monolítica, coesa e unificada: se o poeta francês argumenta que este consenso fornece um sentido positivo e civilizador; o filósofo negro da Martinica caminha na direção contrária, sublinhando a opressão e exploração que sustentaram a hegemonia europeia. É preciso destacar que essa Europa convergente é uma construção problemática, que tem uma história que precisa ser avaliada.

Cornel West procura desenvolver narrativas históricas em que o conceito de império tem um lugar central, nesse sentido fala de um “era da Europa” que começa em 1492 e termina em 1945. Destaca que o termo Europa, foi usado como adjetivo pela primeira vez em 1458, feito “pelo papa Pio II, cinco anos após a toma de Constantinopla pelos turcos”. O período de hegemonia europeia trouxe um legado ambíguo, no qual é preciso reconhecer aspectos positivos, como (1) a institucionalização da crítica de todas as formas de autoridade ilegítima, destacando a historicidade e contingência do processo de autocriação tanto do indivíduo quanto da sociedade; e (2) a promessa do experimento democrático, de que a normatização da sociedade deveria se dar a partir de um processo de decisão feito com a participação dos indivíduos em sua singularidade. Essas duas “conquistas” não devem ser idealizadas, já que são dependentes de condições imperiais – como escreveu Fanon –, e não podem ser desvinculadas de seu legado de opressão e morte, como os estranhos frutos cantados por Billy Holliday são parte do terrorismo institucionalizado. Para Cornel West deveríamos reconhecer essas contribuições e buscar radicalizar seu alcance.

Isso significa questionar a pretensão e prejuízos provocados pelo universalismo convergente da Europa sem cair no relativismo frívolo do multiculturalismo. Neste ponto se articula a dimensão profética do pensamento pragmatista de Cornel West, na necessidade de uma posição reformista que não caia nas guerras reducionistas em que as alternativas excludentes normalizam e normatizam divisões que repõe perspectivas essencialistas sobre identidade e cultura, que reproduzem o perigoso e excludente anseio de convergência da modernidade europeia. Precisamos desinflacionar nossas pretensões de verdade, tomando este termo em sentido provisório e conversacional. O que nos permite problematizar a conversação sobre conhecimento e poder, sabendo de sua correlação, mas sem reduzir um ao outro. Radicalizando a esperança no diálogo e na solidariedade, não precisamos abrir mão da busca por universalidade e objetividade, mas repensar estes termos de forma não essencialista. Isso significa que as pretensões do cosmopolitismo em seu desenho iluminista, precisam dar espaço para perspectivas muito mais imanentes, que apostem na conexão humana em termos de comunidade.

A questão não pode ser reduzida por exemplo a exclusão da tradição de pensamento europeu em favor de cânones “autênticos” ligados a grupos de identidade específicos e fechados. Esta segunda opção, institucionalizaria uma paradoxal “tradição exótica” que ofereceria a apaziguadora sensação de entrar em contato com um outro autêntico e mais humano, mais próximo da realidade “essencial”. Novamente, a sedução do reducionismo supera a dificuldade do diálogo. Mas qual seria então o caminho? Nesse terreno, as respostas só podem ser provisórias, mas para

Cornel West

Cornel West a direção parece ser a de pensar o conflito entre concepções de cidadania cultural, que repõe a questão sobre “como ler criticamente qualquer tipo de texto colocado diante de você, canônico ou não-canônico, em nível retórico e em nível político,  em termos da maneira pela qual certos tipos de sentimentos políticos são disparados através desses decretos retóricos, e em termos das condições particulares sob as quais esses textos foram produzidos, distribuídos e recebidos”. Coloquei inicialmente as epígrafes de Valery e Fanon como imagens no facebook: quais são as condições de leitura neste espaço? Como podemos recontextualizar nosso modo de interpretação para levar em conta perspectivas não reducionistas de “cidadania cultural”, promovendo “sentimentos democráticos” que não abram mão da “orientação crítica”?

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Filosofia Pop #043 – Newton da Costa http://filosofiapop.com.br/podcast/filosofia-pop-043-newton-da-costa/ http://filosofiapop.com.br/podcast/filosofia-pop-043-newton-da-costa/#comments Mon, 03 Apr 2017 08:30:01 +0000 http://filosofiapop.com.br/?p=1751 Leia mais ]]>

Murilo Ferraz e Marcos Carvalho Lopes recebem Newton Carneiro Affonso da Costa, Livre Docente pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Doutor em Matemática pela UFPR, um dos mais importantes lógicos do Brasil e criador da Lógica Paraconsistente para falar sobre a sua trajetória.

Contamos neste episódio com a leitura de um trecho do conto “O pesadelo do matemático”, de Bertrand Russell, interpretado pela atriz Maria Elisa.

Dividimos a entrevista com o professor Newton da Costa em duas partes. Esta é a primeira parte, que conversamos sobre a trajetória do professor Newton. Ouça a segunda parte da entrevista no episódio #044 – Lógica Paraconsistente.

Se você não conhece ainda a mídia podcast e tem dúvidas sobre como acompanhar o programa, leia este guia.

Vamos nos encontrar aqui a cada duas semanas para iniciar conversas filosóficas, sempre às segundas-feiras, e continuar o papo com vocês nos comentários e redes sociais.

Se você curtiu o episódio, deixe seu comentário. É muito importante termos o retorno dos nossos ouvintes.

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Com vocês, mais um episódio do podcast Filosofia Pop!


Sobre o Newton da Costa

Newton da Costa
Foi Professor titular da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). É graduado em Engenharia Civil e em Matemática pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Em 1964 torna-se Professor Catedrático na área de Análise Matemática e Análise Superior, nesta mesma universidade, onde lecionou por 14 anos. Tem interesses na área de Filosofia, com ênfase em Lógica Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: paraconsistência e fundamentos da ciência. Foi um dos criadores das Lógicas Paraconsistentes, o que lhe rendeu diversos títulos nacionais e internacionais. Foi professor visitante, pesquisador, visiting scholar ou conferencista ocasional em várias instituições do exterior, tais como: Universidade do Chile, Pontifícia Universidade Católica do Chile, Universidade de Buenos Aires, Universidade Nacional del Sur (Bahía Blanca), Universidade Nacional de Peru (Mayor de San Marcos), Universidade Nacional da Colômbia, Universidade Nacional de Uruguai, Universidade da California (Berkeley e Los Angeles), Universidade de Stanford, Universidade Nacional Autônoma de México, Universidade Nova de Lisboa, Universidade de Barcelona, Universidade de Salamanca, Universidade de Paris VII, Universidade de Lille, Universidade de Clermont-Ferrand, Universidade de Nápoles, Universidade de Siena, Scuola Normale Superiore di Pisa, Academia de Ciências da Bulgária, Instituto Venezolano de Investigaciones Científicas, Universidade de Torun, Universidade de Varsóvia, Universidade Nacional da Austrália.

Entrevista para a Folha de São Paulo
Currículo Lattes do Newton da Costa


Comentados no episódio

1h09m15s – Indicações de livros, músicas e vídeos

Indicações do Newton da Costa:

[Música] Frédéric Chopin – Polonaise op 53 em Lá bemol maior
[Música] Max Bruch – Concerto para violino nº1 em Sol menor
[Música] Max Bruch – Concerto para violino nº2
[Livro] Newton da Costa – Introdução aos fundamentos da Matemática
[Livro] Newton da Costa – Ensaio sobre os fundamentos da Lógica
[Livro] Newton da Costa – Lógica indutiva e probabilidade
[Livro] René Descartes – Discurso do método

Indicações do Marcos:

[Livro] Adonai Sant’Anna – Newton da Costa (col. encontros)
[Quadrinhos] Chirstos H. Papadimitruou – Logicomix
[Livro] Godfrey Harold Hardy – Em defesa de um matemático
[Filme] O homem que viu o infinito

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http://filosofiapop.com.br/podcast/filosofia-pop-043-newton-da-costa/feed/ 6 Murilo Ferraz e Marcos Carvalho Lopes recebem Newton Carneiro Affonso da Costa, Livre Docente pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Doutor em Matemática pela UFPR, um dos mais importantes lógicos do Brasil e criador da Lógica Paraconsistente para... Murilo Ferraz e Marcos Carvalho Lopes recebem Newton Carneiro Affonso da Costa, Livre Docente pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Doutor em Matemática pela UFPR, um dos mais importantes lógicos do Brasil e criador da Lógica Paraconsistente para falar sobre… Leia mais → Filosofia Pop clean 1:23:57 1751
Disciplinas deste semestre: filosofia africana e filosofia africana pós-colonial http://filosofiapop.com.br/texto/disciplinas-deste-semestre-filosofia-africana-e-filosofia-africana-pos-colonia/ http://filosofiapop.com.br/texto/disciplinas-deste-semestre-filosofia-africana-e-filosofia-africana-pos-colonia/#respond Fri, 24 Mar 2017 23:31:30 +0000 http://filosofiapop.com.br/?p=1736 Leia mais ]]>

Nesta segunda-feira, dia 27 de Março, começam as matriculas para o novo semestre na UNILAB. No Campus dos Malês, a adaptação do Bacharelado em Humanidades para a semestralidade gerou importantes mudanças em seu Projeto Pedagógico Curricular (PPC), com a possibilidade de que as estudantes escolham ou não uma Área de Concentração para suas disciplinas optativas. O texto do PPC explica a concepção do BHU-Malês: propomos que o estudante tenha acesso às várias linguagens das humanidades num primeiro momento e, num segundo momento, escolha a sua trajetória de formação optando por seguir uma área de concentração temática ou seguindo objetivos formativos orientados por opções de vida e experiência pessoal. O Bacharelado em Humanidades oferecerá três áreas de concentração, que se alinham com a Missão e Diretrizes da UNILAB em cujos objetivos teóricos, metodológicos e interdisciplinares, estão confiados os estudos relativos às áreas de concentração em Estudos Africanos, Estudos da Diáspora e Estudos sobre Interseccionalidade de gênero, raça e classe”.

Neste semestre vou trabalhar com duas disciplinas: filosofia africana (obrigatória) e filosofia africana pós-colonial (optativa, área de concentração de Estudos Africanos). A disciplina “Filosofia africana” se concentra nos debates e na terapia do conceito de africanidade, ou seja, na tentativa de especificar o que é, quais são as correntes e perspectivas da filosofia africana. Já a “filosofia africana pós-colonial” se afasta da pergunta por essências e propõe interrogações epistemológicas, políticas e éticas dentro de um horizonte pós-independência. Como assevera Tsenay Serequeberhan, os desafios da situação pós-colonial se relacionam com as promessas que falharam sobre o resultado das independências africanas.

Seguem abaixo as ementas dessas disciplinas como estão no PPC. No plano de curso, vamos especificar a bibliografia que iremos utilizar.


 

 

 

 

 

Filosofia africana
(Obrigatória – 60 horas)
Terça-feira: 18:30 às 22:30
Bacharelado em Humanidades – UNILAB – Campus dos Malês

Docente: Marcos Carvalho Lopes – Licenciado em Filosofia pela Universidade Federal de Goiás (2000) com mestrado em Filosofia pela Universidade Federal de Goiás (2007), e doutorado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pós-doutorado em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-RJ (2016).(Curriculo Lattes e sigaa)

Ementa: A filosofia e o multiculturalismo: o caso da filosofia africana; Tipos de filosofia(s) africana(s): etnofilosofia; filosofia sapiencial ou da sagacidade; filosofias ideológicas nacionalistas e pós-coloniais; filosofia profissional.

Bibliografia básica:
APPIAH, Kwame Anthony. Na casa de meu pai: a África na filosofia da cultura. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
P.E.A., Elungu. Tradição africana e racionalidade moderna. Luanda: Pedago/Mulemba, 2014.
TOWA, Marcien. A ideia de uma filosofia negro-africana. Belo Horizonte: Nandyala; Curitiba: NEAB-UFPR, 2015.
MASOLO, Dismas A. African philosophy in search of identity. Indiana University Press, 1994.
 Bibliografia complementar:
BELL, Richard H. Understanding African philosophy: A cross-cultural approach to classical and contemporary issues. Routledge, 2004.
COETZEE, Peter H.; ROUX, Abraham P.J. (eds). The African Philosophy Reader. New York: Routledge, 2002.
COPANS, Jean. A longa marcha da modernidade africana. Saberes, intelectuais, democracia. Luanda: Pedago/Mulemba, 2014.
EZE, Emmanuel Chukwudi (ed.). African Philosophy. Oxford: Blackwell, 1998.
EZE, Emmanuel Chukwudi (ed.). Pensamiento Africano: Ética y Política. Barcelona: Bellaterra, 2001.
EZE, Emmanuel Chukwudi (ed.). Pensamiento Africano: Filosofía. Barcelona: Bellaterra, 2002.
EZE, Emmanuel Chukwudi (ed.). Pensamiento Africano: Cultura y Sociedad.  Barcelona:Bellaterra, 2005.
HALLEN, Barry. A Short History of African Philosophy. Bloomington: Indiana University Press,2002.
IMBO, Samuel Oluoch. An introduction to African philosophy. Rowman & Littlefield, 1998.
P.E.A., Elungu. O despertar filosófico em África. Luanda: Pedago/Mulemba, 2014.
WIREDU, Kwasi (Ed.). A Companion to African Philosophy. Oxford: Blackwell, 2004.
Bibliografia suplementar
HAMPATÉ BÂ, Amadou. A tradição viva. In: KI-ZERBO, Joseph (ed.). História Geral da África I. Metodologia e Pré-história da África. Brasília: Unesco, 2010.
IRELE, Abiola; JEYIFO, Biodun. The Oxford Encyclopedia of African Thought: Abol-impe. Oxford University Press, 2010.
MAZRUI, Ali A; AJAYI, J.F Ade; BOAHEN, A. Adu; TSHIBANGU, Tshishiku. Tendências da filosofia e da ciência na África. In: MAZRUI, Ali A.; WONDJI, Christophe (eds.). História Geral da África, VIII: África desde 1935. Brasília: Unesco, 2010. p. 761-815.
MBEMBE, Achille. África insubmissa. Cristianismo, poder e Estado na sociedade pós-colonial. Luanda: Pedago/Mulemba, 2013.
MUDIMBE, Valentin.Y. A idéia de África. Luanda: Pedago/Mulemba, 2013.
MUDIMBE, Valentin.Y. A invenção da África. Gnose, Filosofia e a Ordem do Conhecimento. Luanda: Pedago/Mulemba, 2013.
OBENGA, Théophile. La philosophie africaine de la période pharaonique 2780-330 avant notre ère. L harmattann, 1990.
 

 

 

 

 

 

Filosofia Africana Pós-colonial
(60 horas – Área de Concentração: Estudos Africanos)
Sexta-feira: 18-30 às 22:30
Bacharelado em Humanidades – UNILAB – Campus dos Malês

Docente: Marcos Carvalho Lopes – Licenciado em Filosofia pela Universidade Federal de Goiás (2000) com mestrado em Filosofia pela Universidade Federal de Goiás (2007), e doutorado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pós-doutorado em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-RJ (2016).(Curriculo Lattes e sigaa)

Ementa: A África e a razão científica moderna; Descolonização, tradição e intersubjetividade; Afropolitanismo e razão negra; Cosmopolitismo e ubuntu: democracia, consenso e tradição; Futuro pós-racial

Bibliografia:

MBEMBE, Achille. Crítica da Razão Negra. Lisboa: Antígona: Lisboa, 2014.
MBEMBE, Achille. Sair da Grande Noite. Ensaio sobre a África descolonizada. Luanda: Pedago/Mulemba, 2014.
HOUNTONDJI, Paulin J. (Org.). O antigo e o moderno: a produção do saber na África contemporânea. Mangualde; Luanda: Edições Pedago; Edições Mulemba, 2014.
MAMA, Amina. “Será ético estudar a África? Considerações preliminares sobre pesquisa académica e liberdade”. Epistemologias do Sul. São Paulo: Cortez, p. 603-637, 2010.
MASOLO, Dimas A. Filosofia e conhecimento indígena: uma perspectiva africanaEpistemologias do Sul. Coimbra: Almedina, p. 507-530, 2009.
RAMOSE, Mogobe B. Globalização e Ubuntu. In: SANTOS, Boaventura de Sousa; MENESES,Maria Paula (orgs.). Epistemologias do Sul. São Paulo: Cortez, 2010.
Bibliografia complementar:
MBEMBÉ, J.-A. On the postcolony. Univ of California Press, 2001.
CORNELL, Drucilla. Law and revolution in South Africa: Ubuntu, dignity, and the struggle for constitutional transformation. Oxford University Press, 2014.
EZE, Emmanuel Chukwudi (ed.). Postcolonial African philosophy: A critical reader. Cambridge, Blackwell, 1997.
IRELE, Abiola; JEYIFO, Biodun. The Oxford Encyclopedia of African Thought: Abol-impe. Oxford University Press, 2010.
MASOLO, Dismas A. Self and community in a changing world. Indiana University Press, 2010.
MAMDANI, Mahmood. Citizen and subject: Contemporary Africa and the legacy of late colonialism. Princeton University Press, 1996OSHA, Sanya. Postethnophilosophy. Rodopi, 2011.
MUDIMBE, Valentin.Y. A idéia de África. Luanda: Pedago/Mulemba, 2013.
MUDIMBE, Valentin.Y. A invenção da África. Gnose, Filosofia e a Ordem do Conhecimento. Luanda: Pedago/Mulemba, 2013.
OSHA, Sanya. African Postcolonial Modernity: Informal Subjectivities and the Democratic Consensus. Springer, 2014.
OSHA, Sanya. Kwasi Wiredu and beyond: The text, writing and thought in Africa. African Books Collective, 2005.
WIREDU, Kwasi (Ed.). A Companion to African Philosophy. Oxford: Blackwell, 2004.

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