8 comentários

Filosofia Pop #026 – Carnaval e Filosofia


Murilo Ferraz e Marcos Carvalho Lopes recebem Ronie Silveira, Doutor em Psicologia, Mestre em Filosofia e organizador de diversos livros para falar sobre Carnaval e Filosofia.

Catarse Filosofia Pop
No dia 2 de maio de 2016 o podcast Filosofia Pop completa 1 ano de existência! Para comemorar esta data, iniciamos um projeto no Catarse para transcrever os 25 episódios deste primeiro ano. Estamos pedindo o seu apoio neste projeto, que vai permitir o acesso do conteúdo produzido nos podcast às pessoas com deficiência auditiva, além de permitir a elaboração de outros materiais a partir do texto. Desde já agradecemos seu apoio.

Acesse o projeto no Catarse em: https://www.catarse.me/filosofiapop-transcricao

A ideia do podcast Filosofia Pop é trazer discussões filosóficas com pitadas de referências culturais.

Se você não conhece ainda a mídia podcast e tem dúvidas sobre como acompanhar o programa, veja este guia.

Vamos nos encontrar aqui a cada duas semanas para iniciar conversas filosóficas, sempre às segundas-feiras, e continuar o papo com vocês nos comentários e redes sociais.

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Com vocês, mais um episódio do podcast Filosofia Pop!


Sobre o Ronie Silveira

Ronie Silveira
Ronie Silveira é graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Goiás, possui mestrado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutorado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. É professor na Universidade Federal do Sul da Bahia.

Ronie editou diversos livros sobre Filosofia e Cultura Brasileira .

Site de Ronie Silveira
Site da Editora Fi
Livro O Carnaval e a Filosofia
Currículo Lattes


Comentados no episódio

1h05m50s – Indicações de livros, músicas e vídeos

Indicações do Ronie:

Livros

O Carnaval e a Filosofia

Indicações do Marcos:

Textos

Série Carnavalesca – Vilém Flusser

Música

Los Hermanos: Todo Carnaval Tem Seu Fim

Murilo Ferraz

Graduado em Ciência(s) da Computação, fotógrafo amador e agora podcaster

  • rodrigo louzada

    De fato um dos principais problemas da cultura brasileira é a resistência aos valores aos quais nós fomos apresentados a força, isso aliado a séculos de imposição cultural fez desenvolver em nosso ethos uma aversão a tudo que é brasileiro, o famoso “complexo de vira latas” talvez nós sejamos um dos únicos povos com tal complexo (sempre que encontro um estrangeiro pergunto sobre isso e constatei que este complexo, de que tudo que é brasileiro é ruim, é um fenômeno exclusivamente brasileiro) e isso nos atrapalha demais porque procuramos resolver questões brasileiras com soluções europeias ou americanas. Falta aos pensadores brasileiros um “voltar os olhos” à si mesmo, um pensar o Brasil a partir do Brasil mesmo. Em certa parte da exposição do professor ele fala que os brasileiros têm resistência a democracia, democracia aqui entendida com valor equidistante entre todos os cidadãos baseada em valores (leis) que valham para todos, ou em outras palavras, temos resistência à democracia nos termos europeus, talvez o que nós precisemos é formular uma democracia a brasileira, exaltando que para chegarmos a esta fase teremos um longo caminho de auto conhecimento, de catarse de um ethos empurrado goela abaixo e de quebra de paradigmas como nunca antes acontecido. O caminho é longo e árduo, mas acredito que estamos no caminho certo, vide a pesquisa do professor Ronie Silveira que pretende ver o Brasil como ele é e não com o nosso tradicional pessimismo em relação a tudo que é brasileiro, primeiro devemos retirar as lentes com as quais vemos tudo europeizado depois sim voltar os olhos para nós mesmos não com um otimismo vulgar, mas sim com um realismo tácito.
    Forte abraço amigos continuem o trabalho.
    Rodrigo Louzada Vergilio

    • Obrigado pelo comentário, Rodrigo.

      Acredito que este complexo de vira latas tem por trás dele a ideia de que o povo brasileiro é de alguma forma “pior” do que os outros povos, como se os europeus ou estadunidenses fossem uma raça superior e nós estivéssemos fadados ao fracasso porque o Brasil, com esse “povinho”, não tem jeito mesmo.

      Abraço, espero seus comentários nos próximos episódios.

  • Comentador

    Ouvindo o Podcast no ônibus sobre Carnaval e Filosofia, e passando ao lado da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel para ilustrar o que eu estava ouvindo. Incrível coincidência. Gostaria de indicar um Podcast de História que falou sobre o Carnaval que complementa esse podcast: (Do riso a Luta) http://bit.ly/1OKrJB8
    Outra indicação são os três álbuns do Rogério Skylab: Desterro e Carnaval http://bit.ly/1NyXxst | Abismo e Carnaval http://bit.ly/1R9lNMx | Melancolia e Carnaval http://bit.ly/1NyXPzv

    • Obrigado pelo comentário! Muito legal essa coincidência. Vou conferir esse podcast aí, valeu!

      Abraço.

  • Ragnar_o_Viking

    Esse podcast, junto com o 8, são os dois melhores na minha opinião. Parabéns!

    Só eu que percebo uma grande identificação com os conceitos que “caracterizam” o brasileiro? É uma sensação agridoce porque algumas ideias tipicas do brasileiro (procrastinar, jeitinho, etc) são bem erradas pelo modo “europeu” (muitas aspas aqui) de se pensar, mas, ainda assim, são muito eficientes em outros contextos. E mesmo pensando nisso de uma forma mais fria e racional, sinto uma certa culpa por ter essas características.

    Citando algo da cultura pop: é assistir Better Call Saul e achar que o Jimmy está certo na maior parte das vezes.

    • @ragnar_o_viking:disqus, obrigado!

      Eu percebo não só essa identificação mas também uma certa idealização do europeu como o “moderno”. Quando olho mais de perto, vejo muito mais semelhanças do que diferenças.

      Citando outra série, House of Cards não é baseado na política brasileira e não é por acaso que se parece tanto com o que a gente vê por aqui. No fim das contas, somos todos humanos.

      Abraço

      • Ragnar_o_Viking

        Acho que essa nossa visão de europeu como “moderno” é exatamente isso que você disse: uma idealização. E acho que vai um pouco além disso: é fundamentada em uma visão estereotipada que temos deles (um europeu “imaginário”, parte inglês, parte francês, parte alemão). A gente esquece que tanto um português quanto um russo são europeus. Povos bastante diferentes.

        Mas, por outro lado: somos parte do legado português, correto? E “herdamos” uma gestão pública bastante contaminada pela corrupção, por exemplo. A Rússia, por sua vez, enfrenta esse problema assim como nós. Dois povos bastante distintos, mesmos problemas. Como você disse, somos todos humanos, e talvez essas características (negativas: corrupção, jeitinho; positivas: determinação, generosidade) são inerentes da humanidade e só dependem de um ambiente adequado para se desenvolverem.

      • Marcos

        Concordo com o Murilo e acho que existe uma padrão narrativo que separa “nós” deficitários e “eles” civilizados que se repete em diversos países e mesmo dentro do próprio país. Noutros casos essa oposição cria diferenciações como a do movimento negritude, que acreditava que a emoção era para os negros, aquilo que a razão é para a civilização ocidental… ficar do lado da “emoção” é uma forma de justificar o “atraso” de modo romântico. Jesse de Souza em seu livro “A Tolice da Inteligência Brasileira” desvela como essa narrativa funcionou por aqui. Me parece que o Ronie acerta ao denunciar a ausência de autocriação, mas não sei até que ponto isso é uma característica nacional brasileira ou uma consequência da rejeição do pressuposto aristotélico de que “todos os homens por natureza desejam conhecer”… a reivindicação de que a perfeição sua “perfeição” inata seja reconhecida é uma forma de narcisismo que marca a menoridade como o mais fácil para qualquer pessoa.