Hegel, os gregos e o grande paradoxo da filosofia
O texto discute a concepção de Georg Wilhelm Friedrich Hegel sobre a história da filosofia como um processo único e cumulativo, no qual cada filósofo contribui para o desenvolvimento de uma única filosofia. Em contraste com a visão do jovem Ludwig Wittgenstein, que via grande parte da filosofia anterior como um conjunto de enunciados sem sentido, Hegel entende a tradição filosófica como um movimento histórico contínuo em direção à autoconsciência da própria filosofia. O autor problematiza essa ideia ao recorrer à noção de incomensurabilidade das teorias filosóficas, associada à filosofia da ciência de Thomas Kuhn. Surge então um paradoxo: se a filosofia se desenvolve historicamente rumo à compreensão de sua essência, os próprios filósofos — desde os gregos até os modernos — contribuíram para esse processo sem saber plenamente o que estavam criando. Leia mais
