Como comprar o livro Tcholonadur
Como comprar o livro Tcholonadur? Leia mais
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O texto discute a concepção de Georg Wilhelm Friedrich Hegel sobre a história da filosofia como um processo único e cumulativo, no qual cada filósofo contribui para o desenvolvimento de uma única filosofia. Em contraste com a visão do jovem Ludwig Wittgenstein, que via grande parte da filosofia anterior como um conjunto de enunciados sem sentido, Hegel entende a tradição filosófica como um movimento histórico contínuo em direção à autoconsciência da própria filosofia. O autor problematiza essa ideia ao recorrer à noção de incomensurabilidade das teorias filosóficas, associada à filosofia da ciência de Thomas Kuhn. Surge então um paradoxo: se a filosofia se desenvolve historicamente rumo à compreensão de sua essência, os próprios filósofos — desde os gregos até os modernos — contribuíram para esse processo sem saber plenamente o que estavam criando. Leia mais
Neste episódio do podcast Filosofia Pop, Marcos Carvalho Lopes conversa com Laurenio Sombra sobre a filosofia de Ludwig Wittgenstein e as transformações de seu pensamento entre o Tractatus Logico-Philosophicus e as Investigações Filosóficas. A conversa explora a passagem de uma concepção lógica e formal da linguagem para uma visão pragmática e plural, marcada pelas formas de vida, pelos jogos de linguagem e pelas redes de sentido que estruturam a comunicação humana. O episódio discute como essa virada influencia a filosofia contemporânea e oferece caminhos para pensar linguagem, significado e filosofia fora de sistemas rígidos, aproximando Wittgenstein de perspectivas mais abertas e relacionais. Leia mais
O texto relata três experiências intelectuais marcantes vividas pelo autor durante sua formação filosófica, envolvendo as concepções de Deus em Descartes, Berkeley e Hegel. Na leitura das Meditações, o autor se surpreende ao perceber que, para Descartes, a certeza do conhecimento humano depende da existência de Deus, o que parece limitar a autonomia da razão. Anos depois, ao estudar Berkeley, encontra uma concepção ainda mais radical: como existir é ser percebido (esse est percipi), Deus se torna o garante permanente da existência das coisas quando não estão sendo percebidas por nós. Por fim, ao ler as Lições de Filosofia da História de Hegel, o autor percebe que também ali Deus aparece como fundamento último do sentido da história universal, expressa na ideia de uma teodiceia histórica. A reflexão termina com uma provocação: diante dos acontecimentos contemporâneos, especialmente da política atual, surge a dúvida se o otimismo hegeliano sobre o progresso da história ainda pode ser sustentado. Leia mais
O texto discute o problema de como iniciar uma primeira aula de filosofia. Embora possa parecer que qualquer forma de introdução seja válida, o autor argumenta que assumir uma única definição de filosofia pode levar a uma postura autoritária e dogmática. A tradição filosófica mostra justamente o contrário: desde seus primórdios, diferentes filósofos abordaram problemas semelhantes com respostas distintas. A partir dos pré-socráticos, como Tales, Anaximandro e Anaxímenes, até outros pensadores como Xenófanes, Heráclito e Parmênides, percebe-se que a filosofia não se define por um único objeto ou método. Sua característica fundamental é a pluralidade de perspectivas e a abertura do pensamento reflexivo, que busca constantemente superar suas próprias limitações. Leia mais
No diálogo entre Severino Ngoenha e Luca Bussotti, discute-se a grave crise de soberania e sentido em Moçambique, comparada à decadência do Império Romano. Ngoenha rejeita a subalternização neo-colonial (FMI, hegemonia ocidental, submissão pan-africanista a lideranças europeias de extrema-direita) e defende um projeto moçambicano-centrado: assumir os recursos naturais (gás, minerais, ouro) como patrimônio público do Estado e do povo, geridos com transparência e finalidade social, como única via ética e existencial para conquistar soberania real, combater a “barbaridade interna” (pobreza, guerra em Cabo Delgado, desigualdade) e evitar nova dominação. Leia mais
No texto, Jurandir Freire Costa recorda o impacto intelectual e humano que teve ao conhecer a obra e a pessoa de Richard Rorty. Ao reler A filosofia e o espelho da natureza, o autor destaca a clareza com que Rorty traduz problemas complexos da filosofia e sua defesa de duas ideias éticas centrais: evitar a dor e a humilhação dos outros e ampliar continuamente o “nós” da solidariedade humana. Costa também relembra encontros pessoais com o filósofo no Brasil, nos quais se revelou sua generosidade, simplicidade e coerência entre pensamento e modo de viver. Para o autor, Rorty foi um exemplo raro de filósofo cuja vida expressava suas ideias, tornando a filosofia um exercício de atenção ao outro, à liberdade e à convivência democrática. Leia mais
Neste episódio que abre a 11ª temporada do Filosofia Pop, Marcos Carvalho Lopes conversa com Jurandir Freire Costa sobre o livro Além do Princípio do Pudor. A partir de Freud e da tradição psicanalítica, o diálogo aborda a formação das massas, o papel das paixões na vida política, experiências de desenraizamento social e os desafios contemporâneos da democracia. Uma reflexão sobre cultura, subjetividade e vida pública no presente. Episódio realizado em parceria com o projeto de extensão Filosofia, Cultura Popular e Ética (UFJ). Leia mais
O texto propõe uma leitura crítica das abordagens chamadas “decoloniais” a partir do pensamento de Nêgo Bispo, ressaltando que a descolonização não é apenas uma operação teórica ou acadêmica, mas um modo de existência ligado à terra, à memória, à oralidade e às práticas comunitárias. Em vez de traduzir essas experiências para categorias filosóficas já consagradas, o autor sugere que é preciso deslocar o próprio lugar de enunciação do pensamento, reconhecendo saberes historicamente marginalizados como formas legítimas de produção de mundo, conhecimento e política. A reflexão tensiona o risco de institucionalização abstrata do “decolonial” e aponta para uma perspectiva enraizada, relacional e insurgente. Leia mais
O ensaio reflete sobre a perda de orientação (“o Norte”) no mundo contemporâneo, explorando a tensão entre a visão hegeliana do tempo universal (concentrado em grandes figuras e instituições) e a perspectiva orteguiana das circunstâncias concretas e locais. Do multilateralismo global às realidades africanas (Moçambique, África Austral, União Africana), observa-se em todos os níveis a decomposição de horizontes éticos, normativos e coletivos. A metáfora do tabuleiro de xadrez sugere que, em vez de focar apenas em reis e rainhas (potências dominantes), a esperança reside na ação estratégica e cooperativa dos “peões” (periferias, países pequenos, povos subalternos), rumo a um universal relacional, humanista e baseado em justiça, redistribuição e corresponsabilidade pela dignidade humana, sem novas hegemonias. Leia mais
O texto propõe um balanço filosófico do carnaval como categoria interpretativa da cultura, mostrando que a tentativa da filosofia de reduzir a polifonia a uma teoria unificadora entra em tensão com a própria lógica da carnavalização. Entre crítica e potência, o carnaval aparece como prática ambígua: pode tanto reproduzir alienações quanto abrir experiências de reconhecimento, conflito e transformação ética e política. Leia mais