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OS PARADOXOS DO DIA DO TRABALHO

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O ensaio de Severino Ngoenha analisa os paradoxos do 1º de Maio, que se tornou mais um ritual vazio do que uma celebração viva. O autor destaca a contradição entre a memória da luta revolucionária e a realidade atual de desigualdade, individualismo e amnésia coletiva. Antigos movimentos de libertação tornaram-se gestores do poder, enquanto a ascensão social dissolve a consciência de classe. O texto defende a necessidade de reconstruir o “comum” e uma nova solidariedade coletiva diante da fragmentação atual. Leia mais

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Rorty: a dignidade em forma de vida

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No texto, Jurandir Freire Costa recorda o impacto intelectual e humano que teve ao conhecer a obra e a pessoa de Richard Rorty. Ao reler A filosofia e o espelho da natureza, o autor destaca a clareza com que Rorty traduz problemas complexos da filosofia e sua defesa de duas ideias éticas centrais: evitar a dor e a humilhação dos outros e ampliar continuamente o “nós” da solidariedade humana. Costa também relembra encontros pessoais com o filósofo no Brasil, nos quais se revelou sua generosidade, simplicidade e coerência entre pensamento e modo de viver. Para o autor, Rorty foi um exemplo raro de filósofo cuja vida expressava suas ideias, tornando a filosofia um exercício de atenção ao outro, à liberdade e à convivência democrática. Leia mais