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A filosofia como profecia secular e responsabilidade pública

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O texto reflete sobre a ideia de “profecia secular” como imagem da responsabilidade pública da filosofia em Moçambique. A partir da leitura feita por Dom Ernesto Maguengue do livro Memento para Moçambique, Severino Ngoenha interpreta a figura do filósofo não como rei, sacerdote ou técnico da legitimação, mas como alguém capaz de dizer ao poder o que ele não quer ouvir e à comunidade aquilo que ela prefere esquecer. A evocação do profeta Ageu permite pensar o “templo em ruínas” como metáfora da República, da memória pública, da justiça e da dignidade comum. A filosofia aparece, assim, como reconstrução da linguagem coletiva: uma prática crítica que nomeia feridas, enfrenta esquecimentos administrados e afirma Moçambique não apenas como objeto de estudo, mas como lugar legítimo de pensamento, criação conceitual e responsabilidade histórica. Leia mais

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OS PARADOXOS DO DIA DO TRABALHO

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O ensaio de Severino Ngoenha analisa os paradoxos do 1º de Maio, que se tornou mais um ritual vazio do que uma celebração viva. O autor destaca a contradição entre a memória da luta revolucionária e a realidade atual de desigualdade, individualismo e amnésia coletiva. Antigos movimentos de libertação tornaram-se gestores do poder, enquanto a ascensão social dissolve a consciência de classe. O texto defende a necessidade de reconstruir o “comum” e uma nova solidariedade coletiva diante da fragmentação atual. Leia mais