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Eu sou Africano – Thabo Mbeki

ChatGPT Image 21 de abr. de 2026 14 28 30

O discurso “Eu sou Africano”, de Thabo Mbeki, é uma poderosa afirmação de identidade, memória e pertencimento construída a partir da diversidade histórica e cultural da África do Sul. Mbeki articula uma identidade africana plural, formada por povos originários, colonizadores, escravizados e migrantes, reconhecendo tanto as violências do passado — como o colonialismo e o apartheid — quanto as lutas por liberdade e dignidade.

O texto culmina na celebração da nova Constituição sul-africana como marco de reconciliação, justiça e democracia, afirmando um projeto político baseado na igualdade, na dignidade humana e na construção de um futuro comum. Trata-se de um discurso que transforma a memória histórica em fundamento ético e político para a reconstrução nacional e continental. Leia mais

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#245 – Zumbis, com Stefany Stettler

194. Direito dos animais 100

Neste episódio do Filosofia Pop, a conversa com Stefany Stettler explora a figura do zumbi para além do terror, articulando suas origens no vodu haitiano, sua transformação na cultura pop e seus desdobramentos filosóficos. O zumbi aparece como símbolo da perda de autonomia, da alienação e dos medos coletivos de cada época — da escravidão ao colapso social contemporâneo. Ao mesmo tempo, ele serve como ferramenta conceitual para pensar a consciência, os limites entre vida e morte e o que significa, afinal, ser humano. Leia mais

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Matámos o cão tinhoso, mas não eliminámos a (contagiosa) tinha

Capa ensaio mocambic

O ensaio retoma a metáfora de Nós Matámos o Cão Tinhoso, de Luís Bernardo Honwana, para refletir sobre o significado contemporâneo de “lutar por Moçambique”. Se a geração da independência derrotou o colonialismo, a luta atual desloca-se para desafios internos e difusos: corrupção, desigualdades, fragilidade institucional e pressões externas sobre os recursos naturais. A partir de um diálogo com Honwana, Severino Ngoenha defende que a tarefa presente consiste em consolidar um Estado forte, inclusivo e soberano, capaz de garantir justiça social e reconstruir o sentimento de pertença coletiva. A “tinha” — agora metafórica — designa essas formas silenciosas de corrosão da vida política que exigem uma nova ética e um novo compromisso com o futuro do país. Leia mais

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Sobre decoloniais e Nêgo Bispo

ChatGPT Image 23 de fev. de 2026 08 41 45

O texto propõe uma leitura crítica das abordagens chamadas “decoloniais” a partir do pensamento de Nêgo Bispo, ressaltando que a descolonização não é apenas uma operação teórica ou acadêmica, mas um modo de existência ligado à terra, à memória, à oralidade e às práticas comunitárias. Em vez de traduzir essas experiências para categorias filosóficas já consagradas, o autor sugere que é preciso deslocar o próprio lugar de enunciação do pensamento, reconhecendo saberes historicamente marginalizados como formas legítimas de produção de mundo, conhecimento e política. A reflexão tensiona o risco de institucionalização abstrata do “decolonial” e aponta para uma perspectiva enraizada, relacional e insurgente. Leia mais

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De 325 d.C. a 2025: ecumenismo ou etnocentrismo?

Imagem fotorealista

1700 Anos de um Universal Limitado Severino Ngoenha Esta semana, o Papa deslocou-se à Turquia para assinalar os 1700 anos do Concílio de Niceia, aquele que a tradição cristã descreve como o “primeiro concílio ecuménico”. Mas é preciso recordar, com… Leia mais