
ensaio de Marcos Carvalho Lopes*
1 A filosofia depois da festa
Após o desfile de interpretações, resta perguntar o que sobrevive do carnaval quando a filosofia tenta compreendê-lo. A filosofia, em sua busca por universalidade, procura reduzir as muitas vozes em um logos unificador, que se apresenta como teoria. É hora de exercer esse papel e fornecer uma descrição do que sobra do carnaval e da carnavalização depois do desfile de tantas vozes; é preciso assumir posições na quarta-feira de cinzas. Separo as reflexões finais deste ensaio em três recortes: consequências filosóficas, éticas e políticas do carnaval/carnavalização.
Em termos filosóficos, o anseio de convergência é exemplificado pelos diversos teóricos analisados (ainda que Flusser reconheça a parcialidade de sua voz ): todos eles dissolvem a polifonia bakhtiniana, abordando o carnaval de uma perspectiva monológica. Como gênero literário, a filosofia, quando movida pela vontade de poder convergente de suas origens platônicas, parece abolir a própria possibilidade de carnavalização (que pode ser chamada de falologocêntrica). Por isso mesmo, para autores como o tcheco-brasileiro Vilém Flusser e o norte-americano Richard Rorty a filosofia deve ser redescrita, de um modo que cada qual fale a partir de suas circunstâncias, reconhecendo a incompletude e contingência de sua própria perspectiva. Rorty sintetiza as consequências da carnavalização bakhtiniana para a filosofia quando afirma que
o modo de superar o anseio de dominação é compreender que todo mundo tem e sempre terá esse anseio, mas insistir em que ninguém está mais ou menos justificado quanto ao fato de tê-lo do que algum outro. Ninguém representa a Verdade, ou o Ser, ou o Pensamento. Ninguém representa nada Outro, ou Mais Elevado. Nós todos apenas representamos a nós mesmos, habitantes equivalentes de um paraíso de indivíduos no qual todos têm o direito de ser entendidos, mas ninguém tem o direito de ditar regras (RORTY, 1999, p. 106).
Considerando a descrição flusseriana de uma base não histórica da cultura brasileira, o trabalho de traduzir essa vivência em filosofia é um jogo literário, uma atividade poética e profética, de religação (religião) mais do que algo científico e objetivo. Essa proposta literária pede que o pensamento se desenvolva de modo contextual e em primeira pessoa, algo que, paradoxalmente, não combina bem com a indiferenciação do carnaval: se o que intermédia as relações entre os homens é a amizade, o afeto e não a lei ou o jogo de pedir e dar razões, o debate filosófico torna-se uma impossibilidade?
A diferença contextual não deve ser exagerada a ponto de pressupor uma reificação do eu (self), que deixe de levar em conta que cada qual abriga em si múltiplas vozes: assim como podemos assumir socialmente diversos papéis, é possível atuar contextualmente de acordo com regras impessoais sem petrificar a totalidade da existência com uma obsessão ascética (o tipo de Paideia objetiva da qual Merquior sentia-se nostálgico). Se a multiplicidade não cabe em uma teoria, pode ser vivenciada. Nessa condição poética, a filosofia se multiplica em filosofias, cujo destino (telos) é uma criação coletiva (intersubjetiva). O filósofo não precisa necessariamente residir no Hotel Beira do Abismo: a felicidade pode ser também uma medida.
A carnavalização surge nos teóricos analisados – Bakhtim, Bauman, Eco, Zizek, Merquior e Flusser- como (1) abertura para a alteridade; (2) domínio do impessoal, da ideologia ou da conversa-fiada niilista; e (3) possibilidade paródica de ter voz e autoconsciência para aqueles que estão na periferia, fora dos horizontes desenvolvidos da modernidade ocidental. As três alternativas de interpretação se mantém com um horizonte de significabilidade que não pode ser reduzido. O risco da abertura para outras formas de pensamento, o diálogo com outros gêneros de escrita e formas da cultura popular (canção, cinema, teatro, televisão etc.) pode tanto significar o caminho mais autêntico para o desenvolvimento de filosofias periféricas, como um modo de banalização que apaga diferenças e impossibilita o jogo de pedir e dar razões.
A carnavalização, como aproximação da fala popular e desprezo pelos rituais dos bons costumes, pode ser um antídoto para o academicismo tacanho. Colocar o corpo, a sexualidade, o desejo na filosofia, de modo não contemplativo, é algo que exige este desvio. O carnaval pede do folião que brinque, assim como a filosofia pede do filósofo que pense. A filosofia, vista deste modo polifônico, não pode descolar-se da vida, nem se reduzir à teoria.
Numa perspectiva de ética do dever, o carnaval e a carnavalização parecem não ter lugar: ainda que exista espaço para a polifonia, ela só é válida na medida e que ajuda a reconhecer ou se deixa reduzir a uma única voz válida. A perspectiva monológica abole a própria possibilidade do carnaval, que surge como um culto das aparências, sombras que nos impedem de ver o realmente real, sinônimo de vida dominada pela ideologia, ou seja, alienada. Isso é verdadeiro mesmo para perspectivas revolucionárias, como a de Zizek, para quem a festiva inversão de mundos não deve ser um ritual, mas gerar uma nova ordem como resultado. Deste modo, o bom carnaval é aquele que se descarnavaliza.
Já numa perspectiva de ética da virtude, a carnavalização como descrita por Eco, Bauman e Zizek, funcionam como uma espécie de agenciamento que anula a responsabilidade moral ou afasta o sujeito do reconhecimento de suas circunstâncias. De modo diverso, para Flusser, no contexto brasileiro o carnaval seria uma mostra da possibilidade de reconhecimento não-alienado. Esta avaliação positiva também vale para Merquior, porém num contexto limitado, já que o autor toma a antropofagia carnavalizante como procedimento responsável pela invenção do melhor da literatura brasileira. Essas avaliações são muito amplas e impossíveis de sintetizar, em verdade, parecem ser elas mesmas tentativas distópicas ou utópicas de lidar com a polifonia reduzindo seu sentido.
A abertura para a alteridade permite o enriquecimento e ampliação dos horizontes de identificação moral. O carnaval, com sua teatralização viva, possibilita que o corpo vivencie papéis diferentes dos habituais, o que pode servir para o questionamento de costumes, assim como, para a reposição jocosa de preconceitos. A ambiguidade e parcialidade retiram, segundo Merquior, o caráter de redenção que a festa medieval-renascentista possuía. Se a inversão da hierarquia social não é mais possível, procedimentos de carnavalização podem ser úteis na atuação de minorias que reivindicam reconhecimento. Inversões das estruturas de poder de gênero são bons exemplos. As feministas ao trazerem ao público formas de violência, opressão e intimidação que ocorrem no espaço privado (como na Marcha das Vadias ou o movimento Não Mereço Ser Estuprada), constrangem seus algozes e questionam a naturalização destes modos de agir. São estes também caminhos para mudar o etos.
Em termos políticos, carnaval e carnavalização também guardam ambiguidades. A celebração da polifonia como abertura para a alteridade não é um valor em si mesmo, como princípio estético ou político. A arte e a literatura não devem e nem deveriam se submeter necessariamente à busca por convergência, que é o objetivo do diálogo realizado na esfera pública com fins políticos. As muitas vozes sobrepostas podem gerar não mais do que uma conversa-fiada que repõe valores retrógrados (Rabelais não se dá bem quando é avaliado a partir da perspectiva feminista, em verdade, repõe preconceitos de um modo abominável) (c.f. BOOTH, 2005).
Por outro lado, celebrar as múltiplas vozes num contexto de diálogo intercultural, pode ser um modo indulgente de não reconhecer a (im)posição da própria voz como privilegiada. Como observa convincentemente o crítico literário Wayne Booth (2005), na União Soviética stalinista a polifonia poderia ser um anseio político compreensível e muito justificado, mas em contextos em que o caos de vozes conflitantes se torna ameaçador, uma voz que busca construir a convergência é preciosa.
A visão utópica de Bakhtin sobre o carnaval/carnavalização foi diversas vezes criticada por ser uma idealização ingênua, que se aproxima da cultura popular sem filtros críticos e, por isso, de modo inconsequente. Tais críticas podem ser contornadas se considerarmos a abordagem bakhtiniana do carnaval como uma forma de política cultural que procura “entender e encorajar a “desconstrução popular” dos discursos ideológicos oficiais” (GARDINER, 1992, p.40). Esse tipo de estratégia carnavalizante tem sido utilizado por diversos grupos de ativistas (como Carnival against capital, Clandestine Insurgent Rebel Clown Army, Reclaim the streets etc. (ROBINSON, 2014)), mas vale a pena destacar a prática do escracho utilizado nos países latino-americanos para constranger torturadores e colaboradores das ditaduras recentes, e exigir seu julgamento.
2. O casamento de dona baratinha
Um exemplo concreto permite observar os limites dessa política do riso.
No Brasil, o escracho foi utilizado recentemente por um grupo de manifestantes para denunciar a ostentação das elites, num acontecimento que vale a pena descrever mais longamente, por deixar claro a ambiguidade e limites práticos das táticas carnavalescas de reivindicação política.
Em 2013, durante a onda de manifestações que denunciavam a falta de qualidade, corrupção e o clientelismo das concessões para o transporte público, exigindo a diminuição do preço das passagens e tendo como ideal o passe livre, a neta de Jacob Barata, Beatriz Barata celebrou seu casamento com Francisco Feitosa Filho na tradicional Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo no centro do Rio de Janeiro. O casamento realizado no dia 13 de Julho de 2013 e a recepção que durou até a madrugada do dia 14 no Hotel Copacabana Palace foram planejadas durante dois anos, uma festa de grande luxo e ostentação, com gastos estimados em três milhões de reais. O evento não teria grande relevância se Jacob Barata não fosse o “Rei do Ônibus”, magnata do transporte público carioca, proprietário de mais de 20 empresas de ônibus no estado do Rio e dono de concessões em mais seis estados; um detalhe é que o noivo também é herdeiro de concessões e empresas de ônibus no Ceará. O exibicionismo dessa elite do transporte público chamou a atenção.
Um grupo de cerca de 60 manifestantes compareceu à Igreja para participar do casamento da dona baratinha. Uma manifestante vestida de noiva distribuiu baratas de plástico, enquanto outros exibiam cartazes como “pego ônibus lotado, me dá um bem casado”. Os manifestantes saudavam a chegada dos convidados, familiares, o noivo, a noiva etc. com gritos como “Há-há-há o noivo vai broxar”, “também quero o meu Loboutin”, “ú, ú, ú, todo mundo pra Bangu”, tambores, buzinas, panelas. Nada ameaçador já que, além dos seguranças particulares, 30 policiais militares faziam um cordão de isolamento para os convidados. A família Barata chegou para o casamento em dois carros de luxo, sendo que um deles ficou estacionado em local proibido durante toda cerimônia. Os dois automóveis haviam recebido 22 multas de trânsito nos três anos anteriores (sem identificação do condutor, não houve perda de pontos na carteira de motorista do condutor). A festa era surreal e os manifestantes optaram pelo mais grotesco do humor popular como forma de reagir.
Depois do casamento os convidados seguiram para a recepção no Copacabana Palace. Os manifestantes seguiram para a porta do Hotel, chegando a mais de uma centena, alguns fantasiados de terno e gravata continuaram fazendo barulho de modo rítmico e saudando os convidados com cartazes e bordões que lembravam uma mistura de torcidas de futebol com refrãos de marchinhas de carnaval improvisados: “Olha eu aqui de novo”, “ão, ão, ão, casamento de ladrão”, “Eu também quero meu Louis Vuitton”, “Cada minha Chanel?”, “Nesse Hotel tem barata!”, “Ei garçom, use inseticida!, Ei garçom, cospe na comida”, além de xingamentos os mais variados que exploraram toda a riqueza da língua portuguesa. O objetivo dos manifestantes, além de esculachar a ostentação da elite oligopolista, era pedir uma CPI sobre as concessões de transportes públicos, daí o cartaz pouco lembrado: “Vamos instalar uma CPI na barata dela.”.
O acesso ao Copacabana Palace ficou complicado, o cantor contratado para um show particular, o parodista kitsch Latino, teve que entrar pela cozinha. O palco em que realizou sua apresentação estava enfeitado com uma bandeira do Brasil. O país que estavam celebrando dentro da festa não se conciliava com o dos manifestantes, não havia espaço para uma saída cordial. Ovos e pedras foram lançados contra o Copacabana Palace. Alguns dos convidados ironizaram a manifestação lançando para os sans-cullotes notas de 20 vinte reais dobradas como aviõezinhos ou bem casados. Um dos convidados, identificado pela polícia como um dos netos de Jacob Barata, lançou pela janela um cinzeiro na cabeça de um manifestante, que ensanguentado não teve ajuda médica. Também não permitiram que ele e sua advogada entrassem no hotel na tentativa de identificar o agressor.
Os convidados, que no fim da festa ficaram por algumas horas sem conseguir sair do hotel, tiveram ajuda da Tropa de Choque para dispersar a manifestação. Utilizaram para isso bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e spray de pimenta. A cena final da noite é bem descrita pela colunista social Hildegard Angel: “Enfim, os últimos convidados, que aguardavam no foyer do hotel pela oportunidade de deixar a festa, conseguem partir. Vão deixando o casamento Barata e tossem, viram os olhos, engasgam com o spray de pimenta. Os manifestantes protegidos com máscara anti-spray gozam, a repórter estica o microfone: “Tá gostando, cara?”.” (ANGEL, 2014).
Como 14 de Julho foi é a data da queda da Bastilha os jornais exploraram a analogia entre a revolução francesa e as manifestações cariocas, assim como, a comparação do casamento de dona baratinha com o baile da Ilha Fiscal, o último da Corte Imperial brasileira. As comparações não se justificam a não ser como farsa, um embuste carnavalesco que fez a elite oligárquica ficar constrangida com a própria ostentação.
3. Dentro e fora do bloco: a sujeira depois da festa
É preciso considerar quem brinca o carnaval e quem fica de fora da festa. A idealização de Flusser que propõe ironicamente uma color line tupiniquim, separando aqueles que brincam dos que meramente se divertem, aparece hoje como uma proposição cínica. Reconhecer que a base da cultura brasileira é negra é um passo relevante da análise de Flusser, mas considerar que o país autenticamente está fora da história e que vive uma alienação tão diferenciada, que não considera as desigualdades sociais e o conflito entre classes, é um erro (talvez, uma consequência, da indulgência do autor para com o regime militar). O Brasil não é um Grande Outro incomensurável entre as nações, não devemos sagrar nossas falhas – não existe técnica do jeitinho – e a desigualdade como uma virtude natural.
Mas existe possibilidade de um carnaval que seja não alienado, que funcione como reconhecimento de nossas circunstâncias? No carnaval de 2014 os garis da cidade do Rio de Janeiro, indo contra uma determinação dos dirigentes de seu sindicato, realizaram uma greve. As pilhas de lixo pela cidade contrastavam com as imagens da folia e a tradicional celebração do gari cordial, que varre a Marques de Sapucaí depois dos desfiles das Escolas de Samba como um sorriso no rosto e samba nos pés. Desta feita, o bloco dos garis não deixou de desfilar, com o uniforme laranja tradicional, cartazes e batucada, foram aplaudidos pela população. A prefeitura, que de início negou-se a atender os grevistas, considerando a greve ilegal por não atender ao sindicato, teve que ceder (TAVARES e VELOSO, 2014). O aumento no salário dos garis cariocas foi menos importante do que o valor simbólico e visibilidade de sua conquista. Mas nem sempre é possível esperar o carnaval chegar…
Referências
ANDRADE, Oswald de. Manifesto antropófago. In: RUFFINELLI, Jorge; ROCHA, João Cezar de Castro (org.). Antropofagia hoje? Oswald de Andrade em cena. São Paulo: É Realizações, 2011. p. 27–31.
ANGEL, Hildegard. Casamento de Beatriz Barata: nosso 14 de julho, nossa Bastilha carioca! Disponível em: http://www.hildegardangel.com.br/?p=25127. Acesso em: 20 nov. 2014.
BOOTH, Wayne C. Las compañías que elegimos: una ética de la ficción. Tradução de Ariel Leon. México: Fondo de Cultura Económica, 2005.
FELIPE, K. Da nostalgia crítica à apologia do progresso: o pensamento social de José Guilherme Merquior. In: Anais do V Seminário Nacional de Sociologia & Política. Curitiba: UFPR, 2014.
FLUSSER, Vilém. Fenomenologia do brasileiro: em busca de um novo homem. Rio de Janeiro: Eduerj, 1998.
FLUSSER, Vilém. Série carnavalesca. São Paulo: CISC – Centro Interdisciplinar de Semiótica da Cultura e da Mídia. Disponível em: http://www.cisc.org.br/portal/biblioteca/carnavalesca.pdf. Acesso em: 17 set. 2014.
GARDINER, Michael. Bakhtin’s carnival: utopia as critique. Utopian Studies, v. 3, n. 2, p. 21–49, 1992.
MERQUIOR, José Guilherme. Saudades do carnaval: introdução à crise da cultura. Rio de Janeiro: Forense, 1972.
ROBINSON, Andrew. In theory Bakhtin: carnival against capital, carnival against power. Ceasefire Magazine. Disponível em: https://ceasefiremagazine.co.uk/in-theory-bakhtin-2/. Acesso em: 6 nov. 2014.
RORTY, Richard. Ensaios sobre Heidegger e outros: escritos filosóficos 2. Tradução de Marco Antonio Casanova. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1999.
SINGER, André. O enigma Merquior. Folha de S. Paulo, São Paulo, 15 jul. 2001. Caderno Mais!.
TAVARES, F.; VELOSO, E. Quando o carnaval chegou: garis, folia e ativismo político no anverso histórico do homo ludens flusseriano. PROLUTA – Programa de Pesquisa sobre Ativismo em Perspectiva Comparada. Disponível em: http://proluta.blogspot.com.br/2014/07/quando-o-carnaval-chegou-working-paper-i.html. Acesso em: 17 set. 2014.
*Marcos Carvalho Lopes ([email protected]) nasceu em Jataí, Goiás. É pós-doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-RJ; doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Goiás e Licenciatura em Filosofia pela Universidade Federal de Goiás. Trabalhou entre 2014-2021 na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB-BA). Atualmente é professor na Universidade Federal de Jataí (UFJ) em Goiás. Autor de Canção, estética e política: ensaios legionários (mercado de letras, 2012), Máquina do Medo (PUC-GO, 2013), Conversa com notas de rodapé: questões para a filosofia africana (Pedro & João, 2022) e Tcholonadur: entrevistas sobre filosofia africana (Pedro & João, 2024). Junto com Murilo Ferraz criou o podcast filosofia pop (filosofiapop.com.br) e publicou o livro podcast filosofia pop: ano 1 (Prime, 2019); é organizador de botAfala: Ocupando a Casa Grande (Pedro & João, 2019).
Nota editorial
O texto aqui apresentado integra o ensaio “O que a máscara do carnaval manifesta?”, publicado originalmente no livro:
SILVEIRA, Ronie Alexsandro Teles da (org.). O carnaval e a filosofia [recurso eletrônico]. Porto Alegre: Editora Fi, 2016, p.154–193.
A obra está disponível gratuitamente no link:
https://drive.google.com/file/d/1e_sdV4Ybhk32BOEl39PsdaWMmwQzBb5g/view
Durante os próximos dias de carnaval, outras seções do ensaio serão republicadas, preservando sua continuidade reflexiva, mas apresentadas em partes para favorecer a leitura no contexto desta celebração.
O ensaio também foi posteriormente incluído, em versão revista, no livro:
LOPES, Marcos Carvalho. Entusiasmo dos Deuses: ensaios sobre filosofia e cultura popular. Rio de Janeiro: Apeku, 2023.
A presente republicação tem caráter de difusão cultural e filosófica.
