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#257: E se os africanos desaparecessem do mapa-múndi?, com Filomeno Lopes

Filosofia, geopolítica e mudança de paradigma

Filosofia Pop mapa retrato e geopolitica 2

Este é o episódio número 257, e recebemos Filomeno Lopes para uma conversa sobre seu livro Mudar de paradigma: autenticidade africana entre filosofia e geopolítica.

Partimos de uma pergunta provocativa: e se os africanos desaparecessem do mapa-múndi? A partir dela, conversamos sobre filosofia, geopolítica e a necessidade de pensar os desafios do continente africano a partir de suas próprias experiências, histórias e formas de construir o futuro.

Resumo: No episódio, Marcos Carvalho Lopes conversa com Filomeno Lopes sobre a necessidade de mudar o paradigma a partir do qual se pensa a África. A pergunta provocadora — “e se os africanos desaparecessem do mapa-múndi?” — leva a uma crítica das relações geopolíticas e da maneira como a história africana é frequentemente apagada ou reduzida à exploração do território e de seus recursos. Filomeno defende que a filosofia africana parta das realidades, histórias e formas de expressão dos próprios povos africanos. Isso exige rever currículos que começam pela tradição europeia e deixam à margem as humanidades clássicas africanas, a oralidade, a música e a produção cultural popular. O diálogo também aproxima essa discussão do Brasil: os participantes refletem sobre dependência intelectual, identidade nacional, futebol, colonialidade e a possibilidade de contribuir para o mundo a partir de experiências locais, sem se fechar ao universal.

Palavras-chave: Filosofia africana; autenticidade africana; geopolítica; pan-africanismo; ruptura epistemológica; colonialidade; ensino de filosofia; humanidades clássicas africanas; Egito antigo; oralidade; cultura popular; música; futebol; identidade; território; universal e particular; Brasil; PALOP.

Referências mencionadas

Livros e filme destacados na conversa

  • Filomeno Lopes, Mudar de paradigma: autenticidade africana entre filosofia e geopolítica.
  • Filomeno Lopes, E se l’Africa scomparisse dal mappamondo? — título italiano mencionado na conversa.
  • Os Olhos Azuis de Yonta (1992), filme de Flora Gomes. Na transcrição, o título aparece como “Olhos Azuis de ontem”; corrigi para o título do filme.
  • Amílcar Cabral e Cheikh Anta Diop: Filomeno os recomenda como leituras importantes para pensar uma ruptura que também construa novos caminhos.

Autores e figuras citados ou evocados

Antonio Gramsci; Achille Mbembe; Placide Tempels (o nome pode ter sido transcrito incorretamente como “tempo”); Platão; Sócrates; Georg W. F. Hegel; Martin Heidegger; Friedrich Hölderlin; Steve Biko; Léopold Sédar Senghor; Édouard Glissant; Frantz Fanon; Karl Marx; Pierre-Joseph Proudhon; Ailton Krenak; Clarice Lispector; Roberto Mancini.

Referências culturais e esportivas

Azagaia; Bonga; José Carlos Schwarz; Flora Gomes; Sócrates (futebolista); Pelé; Pep Guardiola; Lionel Messi; Adriano Imperador; Benfica, Sporting, Real Madrid, Barcelona e Santos.


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Marcos Carvalho Lopes

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