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Uma experiência com Descartes, Hegel e Berkeley

Paisagem historica d

O texto relata três experiências intelectuais marcantes vividas pelo autor durante sua formação filosófica, envolvendo as concepções de Deus em Descartes, Berkeley e Hegel. Na leitura das Meditações, o autor se surpreende ao perceber que, para Descartes, a certeza do conhecimento humano depende da existência de Deus, o que parece limitar a autonomia da razão. Anos depois, ao estudar Berkeley, encontra uma concepção ainda mais radical: como existir é ser percebido (esse est percipi), Deus se torna o garante permanente da existência das coisas quando não estão sendo percebidas por nós. Por fim, ao ler as Lições de Filosofia da História de Hegel, o autor percebe que também ali Deus aparece como fundamento último do sentido da história universal, expressa na ideia de uma teodiceia histórica. A reflexão termina com uma provocação: diante dos acontecimentos contemporâneos, especialmente da política atual, surge a dúvida se o otimismo hegeliano sobre o progresso da história ainda pode ser sustentado. Leia mais

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Um problema filosófico: a primeira aula de filosofia

194. Direito dos animais 97

O texto discute o problema de como iniciar uma primeira aula de filosofia. Embora possa parecer que qualquer forma de introdução seja válida, o autor argumenta que assumir uma única definição de filosofia pode levar a uma postura autoritária e dogmática. A tradição filosófica mostra justamente o contrário: desde seus primórdios, diferentes filósofos abordaram problemas semelhantes com respostas distintas. A partir dos pré-socráticos, como Tales, Anaximandro e Anaxímenes, até outros pensadores como Xenófanes, Heráclito e Parmênides, percebe-se que a filosofia não se define por um único objeto ou método. Sua característica fundamental é a pluralidade de perspectivas e a abertura do pensamento reflexivo, que busca constantemente superar suas próprias limitações. Leia mais