0

Heráclito e Hegel: o πολίτης e o ἰδιώτης

ChatGPT Image 26 de mar. de 2026 11 22 37

O texto analisa a relação entre o pensamento de Heráclito e Hegel a partir da ideia de um princípio universal comum (o lógos) que estrutura a realidade e o conhecimento. Partindo de uma passagem em que Hegel reconhece a influência decisiva de Heráclito, o autor explora a oposição entre o comum e o particular, articulando-a com a distinção grega entre πολίτης (cidadão voltado ao bem comum) e ἰδιώτης (indivíduo fechado em seus interesses privados). Essa tensão reaparece na filosofia da história hegeliana e é mobilizada para pensar criticamente o presente, em que o interesse privado muitas vezes se disfarça de ação pública. Leia mais

0

Liberdade e livre-arbítrio em Hegel (Um diálogo em sala de aula)

Gemini Generated Image tj6ucztj6ucztj6u

O texto discute o tensionamento entre liberdade humana e o determinismo histórico na filosofia de Hegel. A partir de uma dúvida levantada em sala de aula sobre as Lições sobre a filosofia da história, analisa-se como o Espírito Absoluto progride rumo à autoconsciência por meio da “astúcia da razão”, utilizando grandes personalidades históricas (como Alexandre, César e Napoleão) para realizar seus fins universais, sem que isso elimine completamente o livre-arbítrio. O autor diferencia o livre-arbítrio (visto como arbitrariedade passional) da verdadeira liberdade, que consiste em agir segundo a vontade racional universal, e compara brevemente o problema com a onisciência divina no cristianismo. Leia mais

0

Uma experiência com Descartes, Hegel e Berkeley

Paisagem historica d

O texto relata três experiências intelectuais marcantes vividas pelo autor durante sua formação filosófica, envolvendo as concepções de Deus em Descartes, Berkeley e Hegel. Na leitura das Meditações, o autor se surpreende ao perceber que, para Descartes, a certeza do conhecimento humano depende da existência de Deus, o que parece limitar a autonomia da razão. Anos depois, ao estudar Berkeley, encontra uma concepção ainda mais radical: como existir é ser percebido (esse est percipi), Deus se torna o garante permanente da existência das coisas quando não estão sendo percebidas por nós. Por fim, ao ler as Lições de Filosofia da História de Hegel, o autor percebe que também ali Deus aparece como fundamento último do sentido da história universal, expressa na ideia de uma teodiceia histórica. A reflexão termina com uma provocação: diante dos acontecimentos contemporâneos, especialmente da política atual, surge a dúvida se o otimismo hegeliano sobre o progresso da história ainda pode ser sustentado. Leia mais