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A filosofia como profecia secular e responsabilidade pública

ChatGPT Image 12 de jun. de 2026 12 57 46

O texto reflete sobre a ideia de “profecia secular” como imagem da responsabilidade pública da filosofia em Moçambique. A partir da leitura feita por Dom Ernesto Maguengue do livro Memento para Moçambique, Severino Ngoenha interpreta a figura do filósofo não como rei, sacerdote ou técnico da legitimação, mas como alguém capaz de dizer ao poder o que ele não quer ouvir e à comunidade aquilo que ela prefere esquecer. A evocação do profeta Ageu permite pensar o “templo em ruínas” como metáfora da República, da memória pública, da justiça e da dignidade comum. A filosofia aparece, assim, como reconstrução da linguagem coletiva: uma prática crítica que nomeia feridas, enfrenta esquecimentos administrados e afirma Moçambique não apenas como objeto de estudo, mas como lugar legítimo de pensamento, criação conceitual e responsabilidade histórica. Leia mais