0

Entre o tempo e as circunstâncias

b6ce4c25 78f3 4d12 a708 8a1cef162701

O ensaio reflete sobre a perda de orientação (“o Norte”) no mundo contemporâneo, explorando a tensão entre a visão hegeliana do tempo universal (concentrado em grandes figuras e instituições) e a perspectiva orteguiana das circunstâncias concretas e locais. Do multilateralismo global às realidades africanas (Moçambique, África Austral, União Africana), observa-se em todos os níveis a decomposição de horizontes éticos, normativos e coletivos. A metáfora do tabuleiro de xadrez sugere que, em vez de focar apenas em reis e rainhas (potências dominantes), a esperança reside na ação estratégica e cooperativa dos “peões” (periferias, países pequenos, povos subalternos), rumo a um universal relacional, humanista e baseado em justiça, redistribuição e corresponsabilidade pela dignidade humana, sem novas hegemonias. Leia mais

0

Moçambique na mesa ou no menu?

ChatGPT Image 7 de fev. de 2026 1s2 23 29

Moçambique na mesa ou no menu?
“Se não estás na mesa, estás no menu” — frase que Mark Carney levou a Davos e que Severino Ngoenha transforma em diagnóstico filosófico urgente para África e, sobretudo, para Moçambique.
Num mundo em vacatio legis (quando as regras antigas se desfazem mais rápido do que as novas se consolidam), o silêncio institucional africano — da UA à SADC, da CEDEAO ao Sahel — é mais que omissão: é abdicação. Países pequenos perdem primeiro a iniciativa, depois a voz, por fim o direito de ser sujeito.
Moçambique já foi diferente: coordenou a CONCP, converteu luta particular em causa universal, pensou África a partir de Maputo no CEA, construiu a Linha da Frente, acolheu perseguidos, articulou independências. Tinha telos, visão estratégica, horizonte.
Hoje, o curto-prazismo, agendas importadas e a perda do destino comum empurram para a irrelevância ontológica: sobreviver biologicamente, mas desaparecer politicamente.
A saída? Voltar a ser lugar de pensamento estratégico. Reunir inteligência e intelligentia. Pilotar a unidade como técnica de poder. Usar a singularidade lusófona como corredor de tradução entre blocos. Ousar pensar a partir de nós para não virar menu.
Porque esperança, como dizia Ernst Bloch, não é espera: é produção.
Ousar saber. Ousar pilotar. Ousar não desaparecer. Leia mais

0

DECLARAÇÃO FINAL DO 9º CONGRESSO PAN-AFRICANO

Imagem quadrada lsklvibr

DECLARAÇÃO FINAL DO 9° CONGRESSO PANANFRICANO DE LOME 8-12 de dezembro de 2025 NÓS, representantes dos Estados africanos participantes, das nações que abrigam comunidades afrodescendentes, das organizações e associações da diáspora africana das Américas, da Europa e da Ásia, das… Leia mais