Carnaval (e carnavalização) entre o Renascimento e a Globalização
O texto analisa o carnaval como chave interpretativa da cultura ocidental, partindo da leitura de Mikhail Bakhtin, para quem a festa medieval instaurava um “segundo mundo” de inversões simbólicas, riso coletivo e suspensão provisória das hierarquias. Em diálogo crítico com Umberto Eco, Slavoj Žižek e Zygmunt Bauman, o ensaio mostra como essa lógica carnavalesca se transforma na modernidade tardia: de ritual popular potencialmente subversivo, ela passa a operar como forma difusa de espetáculo, consumo e entretenimento permanente. A carnavalização deixa então de ser exceção para tornar-se traço estrutural da vida contemporânea, marcada pela mídia, pelo mercado e por identidades cada vez mais fluidas. Leia mais
