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Quarta-feira de cinzas da teoria: balanço filosófico do carnaval

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O texto propõe um balanço filosófico do carnaval como categoria interpretativa da cultura, mostrando que a tentativa da filosofia de reduzir a polifonia a uma teoria unificadora entra em tensão com a própria lógica da carnavalização. Entre crítica e potência, o carnaval aparece como prática ambígua: pode tanto reproduzir alienações quanto abrir experiências de reconhecimento, conflito e transformação ética e política. Leia mais

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Profetas do carnaval brasileiro: Merquior e Flusser

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O ensaio analisa como José Guilherme Merquior e Vilém Flusser transformaram o carnaval em chave interpretativa da cultura brasileira. Enquanto Merquior o vê como compensação simbólica perdida no processo de racionalização moderna, Flusser o entende como forma de vida não histórica, ligada ao corpo, ao jogo e à matriz africana. Entre nostalgia e aposta utópica, ambos projetam no carnaval uma promessa de superação da crise ocidental — promessa cuja ambiguidade ainda interpela o presente. Leia mais

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Carnaval (e carnavalização) entre o Renascimento e a Globalização

ChatGPT Image 12 de fev. de 2026 23 05 46

O texto analisa o carnaval como chave interpretativa da cultura ocidental, partindo da leitura de Mikhail Bakhtin, para quem a festa medieval instaurava um “segundo mundo” de inversões simbólicas, riso coletivo e suspensão provisória das hierarquias. Em diálogo crítico com Umberto Eco, Slavoj Žižek e Zygmunt Bauman, o ensaio mostra como essa lógica carnavalesca se transforma na modernidade tardia: de ritual popular potencialmente subversivo, ela passa a operar como forma difusa de espetáculo, consumo e entretenimento permanente. A carnavalização deixa então de ser exceção para tornar-se traço estrutural da vida contemporânea, marcada pela mídia, pelo mercado e por identidades cada vez mais fluidas. Leia mais