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Moçambique na mesa ou no menu?

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Moçambique na mesa ou no menu?
“Se não estás na mesa, estás no menu” — frase que Mark Carney levou a Davos e que Severino Ngoenha transforma em diagnóstico filosófico urgente para África e, sobretudo, para Moçambique.
Num mundo em vacatio legis (quando as regras antigas se desfazem mais rápido do que as novas se consolidam), o silêncio institucional africano — da UA à SADC, da CEDEAO ao Sahel — é mais que omissão: é abdicação. Países pequenos perdem primeiro a iniciativa, depois a voz, por fim o direito de ser sujeito.
Moçambique já foi diferente: coordenou a CONCP, converteu luta particular em causa universal, pensou África a partir de Maputo no CEA, construiu a Linha da Frente, acolheu perseguidos, articulou independências. Tinha telos, visão estratégica, horizonte.
Hoje, o curto-prazismo, agendas importadas e a perda do destino comum empurram para a irrelevância ontológica: sobreviver biologicamente, mas desaparecer politicamente.
A saída? Voltar a ser lugar de pensamento estratégico. Reunir inteligência e intelligentia. Pilotar a unidade como técnica de poder. Usar a singularidade lusófona como corredor de tradução entre blocos. Ousar pensar a partir de nós para não virar menu.
Porque esperança, como dizia Ernst Bloch, não é espera: é produção.
Ousar saber. Ousar pilotar. Ousar não desaparecer. Leia mais

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