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Da floresta do leão à terra da leoa

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A nova consciência histórica e política da África por Filomeno Lopes* “A floresta é minha”, diz o leão; “é nossa”, corrige a leoa. Como é possível que, ao longo destes cinquenta ou sessenta anos de independência dos países africanos, o leão… Leia mais

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Entre o tempo e as circunstâncias

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O ensaio reflete sobre a perda de orientação (“o Norte”) no mundo contemporâneo, explorando a tensão entre a visão hegeliana do tempo universal (concentrado em grandes figuras e instituições) e a perspectiva orteguiana das circunstâncias concretas e locais. Do multilateralismo global às realidades africanas (Moçambique, África Austral, União Africana), observa-se em todos os níveis a decomposição de horizontes éticos, normativos e coletivos. A metáfora do tabuleiro de xadrez sugere que, em vez de focar apenas em reis e rainhas (potências dominantes), a esperança reside na ação estratégica e cooperativa dos “peões” (periferias, países pequenos, povos subalternos), rumo a um universal relacional, humanista e baseado em justiça, redistribuição e corresponsabilidade pela dignidade humana, sem novas hegemonias. Leia mais