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A Urgência de um Projecto Moçambicano-Centrado

ChatGPT Image 7 de mar. de 2026 20 14 36

No diálogo entre Severino Ngoenha e Luca Bussotti, discute-se a grave crise de soberania e sentido em Moçambique, comparada à decadência do Império Romano. Ngoenha rejeita a subalternização neo-colonial (FMI, hegemonia ocidental, submissão pan-africanista a lideranças europeias de extrema-direita) e defende um projeto moçambicano-centrado: assumir os recursos naturais (gás, minerais, ouro) como patrimônio público do Estado e do povo, geridos com transparência e finalidade social, como única via ética e existencial para conquistar soberania real, combater a “barbaridade interna” (pobreza, guerra em Cabo Delgado, desigualdade) e evitar nova dominação. Leia mais

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Sobre decoloniais e Nêgo Bispo

ChatGPT Image 23 de fev. de 2026 08 41 45

O texto propõe uma leitura crítica das abordagens chamadas “decoloniais” a partir do pensamento de Nêgo Bispo, ressaltando que a descolonização não é apenas uma operação teórica ou acadêmica, mas um modo de existência ligado à terra, à memória, à oralidade e às práticas comunitárias. Em vez de traduzir essas experiências para categorias filosóficas já consagradas, o autor sugere que é preciso deslocar o próprio lugar de enunciação do pensamento, reconhecendo saberes historicamente marginalizados como formas legítimas de produção de mundo, conhecimento e política. A reflexão tensiona o risco de institucionalização abstrata do “decolonial” e aponta para uma perspectiva enraizada, relacional e insurgente. Leia mais

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Moçambique na mesa ou no menu?

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Moçambique na mesa ou no menu?
“Se não estás na mesa, estás no menu” — frase que Mark Carney levou a Davos e que Severino Ngoenha transforma em diagnóstico filosófico urgente para África e, sobretudo, para Moçambique.
Num mundo em vacatio legis (quando as regras antigas se desfazem mais rápido do que as novas se consolidam), o silêncio institucional africano — da UA à SADC, da CEDEAO ao Sahel — é mais que omissão: é abdicação. Países pequenos perdem primeiro a iniciativa, depois a voz, por fim o direito de ser sujeito.
Moçambique já foi diferente: coordenou a CONCP, converteu luta particular em causa universal, pensou África a partir de Maputo no CEA, construiu a Linha da Frente, acolheu perseguidos, articulou independências. Tinha telos, visão estratégica, horizonte.
Hoje, o curto-prazismo, agendas importadas e a perda do destino comum empurram para a irrelevância ontológica: sobreviver biologicamente, mas desaparecer politicamente.
A saída? Voltar a ser lugar de pensamento estratégico. Reunir inteligência e intelligentia. Pilotar a unidade como técnica de poder. Usar a singularidade lusófona como corredor de tradução entre blocos. Ousar pensar a partir de nós para não virar menu.
Porque esperança, como dizia Ernst Bloch, não é espera: é produção.
Ousar saber. Ousar pilotar. Ousar não desaparecer. Leia mais

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A hora africana de escrever o mundo

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Direito em reconstrução ensaio de Severino Ngoenha A ordem internacional não cai em silêncio: cai em disputa. Quando as regras do viver comum entre Estados entram em erosão, não se produz um vazio neutro; produz-se um intervalo perigoso, onde a… Leia mais

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DECLARAÇÃO FINAL DO 9º CONGRESSO PAN-AFRICANO

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DECLARAÇÃO FINAL DO 9° CONGRESSO PANANFRICANO DE LOME 8-12 de dezembro de 2025 NÓS, representantes dos Estados africanos participantes, das nações que abrigam comunidades afrodescendentes, das organizações e associações da diáspora africana das Américas, da Europa e da Ásia, das… Leia mais