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Diálogo com Fátima Mimbire

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Lutar por Moçambique hoje: a dignidade como condição da República Severino Ngoenha25 de julho de 2026 O Atelier Filosófico prosseguiu o ciclo de reflexões dedicado ao tema Lutar por Moçambique Hoje, inspirado na obra homónima de Eduardo Mondlane. Desde o início, este percurso… Leia mais

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Da floresta do leão à terra da leoa

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A nova consciência histórica e política da África por Filomeno Lopes* “A floresta é minha”, diz o leão; “é nossa”, corrige a leoa. Como é possível que, ao longo destes cinquenta ou sessenta anos de independência dos países africanos, o leão… Leia mais

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A filosofia como profecia secular e responsabilidade pública

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O texto reflete sobre a ideia de “profecia secular” como imagem da responsabilidade pública da filosofia em Moçambique. A partir da leitura feita por Dom Ernesto Maguengue do livro Memento para Moçambique, Severino Ngoenha interpreta a figura do filósofo não como rei, sacerdote ou técnico da legitimação, mas como alguém capaz de dizer ao poder o que ele não quer ouvir e à comunidade aquilo que ela prefere esquecer. A evocação do profeta Ageu permite pensar o “templo em ruínas” como metáfora da República, da memória pública, da justiça e da dignidade comum. A filosofia aparece, assim, como reconstrução da linguagem coletiva: uma prática crítica que nomeia feridas, enfrenta esquecimentos administrados e afirma Moçambique não apenas como objeto de estudo, mas como lugar legítimo de pensamento, criação conceitual e responsabilidade histórica. Leia mais

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O Outro no Mesmo

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texto argumenta que o ensino tradicional de filosofia precisa superar o seu eurocentrismo histórico para atender a uma realidade escolar que se tornou profundamente multicultural e globalizada.
Para isso, o autor propõe o uso da hermenêutica e a adoção de uma “filosofia intercontinental”, abordagens que permitem traduzir e interpretar diferentes visões de mundo de forma integrada e horizontal.
Essa perspectiva inclusiva valoriza o pensamento de outras tradições, como as filosofias africanas, a literatura e a arte, buscando integrar a alteridade e reconhecer o “Outro no Mesmo” na sala de aula. Leia mais

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SAIAM DA FRENTE DOS NOSSOS RAIOS DE SOL

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Severino Ngoenha critica a dependência africana contínua em relação às potências externas. Enquanto líderes africanos participam de cimeiras com França, China, EUA e outros, o continente permanece fragmentado e subserviente. Inspirado em Diógenes, o autor convoca a África a romper com a nova servidão, rejeitando tutelas externas e elites internas submissas, e a recuperar sua soberania e unidade continental. Leia mais

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Filosofia em Angola: Lições sobre o Edifício da Existência, do Pensar e do Agir

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O ensaio “Filosofia em Angola: Lições sobre o Edifício da Existência, do Pensar e do Agir” discute a filosofia angolana como uma prática profundamente ligada à experiência cultural, ao humanismo e à vida comunitária. A partir das reflexões de Mambo Teresa Mwanza, o texto critica a reprodução acrítica de modelos filosóficos externos e defende uma filosofia enraizada na realidade africana, marcada pela integração entre pensar, ser e agir. O ensaio destaca a importância da sensibilidade filosófica, da oralidade, da complementaridade comunitária e do humanismo como fundamentos de uma prática intelectual comprometida com a transformação social e a valorização da experiência viva. Leia mais