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A filosofia como profecia secular e responsabilidade pública

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O texto reflete sobre a ideia de “profecia secular” como imagem da responsabilidade pública da filosofia em Moçambique. A partir da leitura feita por Dom Ernesto Maguengue do livro Memento para Moçambique, Severino Ngoenha interpreta a figura do filósofo não como rei, sacerdote ou técnico da legitimação, mas como alguém capaz de dizer ao poder o que ele não quer ouvir e à comunidade aquilo que ela prefere esquecer. A evocação do profeta Ageu permite pensar o “templo em ruínas” como metáfora da República, da memória pública, da justiça e da dignidade comum. A filosofia aparece, assim, como reconstrução da linguagem coletiva: uma prática crítica que nomeia feridas, enfrenta esquecimentos administrados e afirma Moçambique não apenas como objeto de estudo, mas como lugar legítimo de pensamento, criação conceitual e responsabilidade histórica. Leia mais

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#248 – Cosmopoética da Justiça, com Renan Porto

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No episódio #247 do Podcast Filosofia Pop, conversamos com o professor Renan Porto sobre sua trajetória intelectual e sobre o livro Nas Brechas dos Futuros Cancelados: do Pesadelo Ciborgue à Queda do Céu. Da experiência de crescer em uma comunidade… Leia mais

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Eu sou Africano – Thabo Mbeki

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O discurso “Eu sou Africano”, de Thabo Mbeki, é uma poderosa afirmação de identidade, memória e pertencimento construída a partir da diversidade histórica e cultural da África do Sul. Mbeki articula uma identidade africana plural, formada por povos originários, colonizadores, escravizados e migrantes, reconhecendo tanto as violências do passado — como o colonialismo e o apartheid — quanto as lutas por liberdade e dignidade.

O texto culmina na celebração da nova Constituição sul-africana como marco de reconciliação, justiça e democracia, afirmando um projeto político baseado na igualdade, na dignidade humana e na construção de um futuro comum. Trata-se de um discurso que transforma a memória histórica em fundamento ético e político para a reconstrução nacional e continental. Leia mais

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A Páscoa ou a hipocrisia da ressurreição adiada

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Neste ensaio, o filósofo moçambicano Severino Ngoenha questiona o sentido da celebração da Páscoa numa humanidade que continua a produzir sofrimento e morte. Partindo da imagem perturbadora de um “Cristo que foge da cruz”, o autor critica a hipocrisia de comemorar a ressurreição enquanto a “sexta-feira santa” — o sofrimento, a precariedade e a necropolítica — se prolonga indefinidamente na vida dos mais vulneráveis, especialmente em Moçambique e noutros territórios marcados pela desigualdade. Em vez de uma Páscoa festiva e gastronómica, Ngoenha defende uma rememoração exigente que confronta a responsabilidade histórica e transforma a cruz num chamado à justiça concreta, sem o qual não pode haver verdadeira ressurreição. Leia mais

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177 – Meu casaco de general, com Luiz Eduardo Soares

Guerrilha do 17

Recebemos o filósofo, escritor, atropólogo e professor Luiz Eduardo Soares para uma conversa que teve como mote o livro Meu casaco de General: Quinhentos dias no Front da segurança pública no Rio de Janeiro (2000), mas que foi muito além, construindo uima recontextualização da questão da segurança pública hoje. Leia mais

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LEIturA-O que é Justiça: uma abordagem dialética (1)

Guerrilha do 13

Recebemos o professor Argemiro Martins para uma conversa sobre o livro O que é justiça: uma abordagem dialética de Roberto Aguiar e sua importância nos debates sobre a filosofia do direito no Brasil; o contexto de sua publicação e como ela diáloga com o tempo presente. Leia mais