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Matámos o cão tinhoso, mas não eliminámos a (contagiosa) tinha

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O ensaio retoma a metáfora de Nós Matámos o Cão Tinhoso, de Luís Bernardo Honwana, para refletir sobre o significado contemporâneo de “lutar por Moçambique”. Se a geração da independência derrotou o colonialismo, a luta atual desloca-se para desafios internos e difusos: corrupção, desigualdades, fragilidade institucional e pressões externas sobre os recursos naturais. A partir de um diálogo com Honwana, Severino Ngoenha defende que a tarefa presente consiste em consolidar um Estado forte, inclusivo e soberano, capaz de garantir justiça social e reconstruir o sentimento de pertença coletiva. A “tinha” — agora metafórica — designa essas formas silenciosas de corrosão da vida política que exigem uma nova ética e um novo compromisso com o futuro do país. Leia mais →

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Entre o tempo e as circunstâncias

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O ensaio reflete sobre a perda de orientação (“o Norte”) no mundo contemporâneo, explorando a tensão entre a visão hegeliana do tempo universal (concentrado em grandes figuras e instituições) e a perspectiva orteguiana das circunstâncias concretas e locais. Do multilateralismo global às realidades africanas (Moçambique, África Austral, União Africana), observa-se em todos os níveis a decomposição de horizontes éticos, normativos e coletivos. A metáfora do tabuleiro de xadrez sugere que, em vez de focar apenas em reis e rainhas (potências dominantes), a esperança reside na ação estratégica e cooperativa dos “peões” (periferias, países pequenos, povos subalternos), rumo a um universal relacional, humanista e baseado em justiça, redistribuição e corresponsabilidade pela dignidade humana, sem novas hegemonias. Leia mais →

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Democracia em Tradução

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Em “Democracia em Tradução”, Samuel Joina Ngale e Severino Ngoenha questionam se a democracia moçambicana é viva ou apenas um ritual eleitoral vazio. Inspirados em George M. Carew, defendem uma democracia deliberativa, enraizada na história e cultura moçambicana, com escuta pública, responsabilização real e construção do comum — superando o modelo liberal-eleitoral distante do povo. Leia mais →

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A Identidade Ferida

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Correspondência sobre Juventude, Nação e Responsabilidade Severino Ngoenha & Ivo Garrido Eu nasci nos finais dos anos 70, vi um pouco Samora Machel, ouvi várias vezes em vida, através da rádio. Eu me lembro, havia nos moçambicanos um espírito patriótico, isto… Leia mais →

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O Fórum da Verdade e da Memória e o Sonho do Estado da Machava

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Correspondência entre Ivo Garrido e Severino Elias Ngoenha Severino Ngoenha & Ivo Garrido15 de novembro de 2025 Meu caro Severino, Tenho acompanhado com interesse a tua correspondência com o Samuel Ngale. Uma pergunta: como se materializaria e o que seria, no concreto,… Leia mais →

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Correspondência sobre imaginação profética, a ação justa e o tempo do kairos

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Ensaio em conversa de Severino Ngoenha e Samuel Ngale Severino Ngoenha & Samuel Ngale Estimado Professor Ngoenha, Escrevo-lhe esta epístola novamente de Freetown, onde me encontro em missão académica, mas com a alma ainda habitada por Moçambique. A distância, como sabe,… Leia mais →

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Estratégia de Lampedusa: Mudar Tudo Para Que Tudo Fique na Mesma

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Neste momento histórico, a pergunta não é apenas se voltámos à normalidade. A verdadeira pergunta é: teremos a coragem de inventar um novo normal? Este mês de abril, na cidade de Maputo, a agenda cultural anuncia a apresentação de uma… Leia mais →