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Filosofia em Angola: Lições sobre o Edifício da Existência, do Pensar e do Agir

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O ensaio “Filosofia em Angola: Lições sobre o Edifício da Existência, do Pensar e do Agir” discute a filosofia angolana como uma prática profundamente ligada à experiência cultural, ao humanismo e à vida comunitária. A partir das reflexões de Mambo Teresa Mwanza, o texto critica a reprodução acrítica de modelos filosóficos externos e defende uma filosofia enraizada na realidade africana, marcada pela integração entre pensar, ser e agir. O ensaio destaca a importância da sensibilidade filosófica, da oralidade, da complementaridade comunitária e do humanismo como fundamentos de uma prática intelectual comprometida com a transformação social e a valorização da experiência viva. Leia mais

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Lutar por Moçambique hoje, sem voz única

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O desafio do comum num debate aberto do Atelier Filosófico Severino Ngoenha9 de maio de 2026 O imprevisto que abriu o essencial O Atelier Filosófico prossegue, em 2026, a sua convocatória: lutar por Moçambique hoje. A cada sessão, uma voz… Leia mais

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OS PARADOXOS DO DIA DO TRABALHO

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O ensaio de Severino Ngoenha analisa os paradoxos do 1º de Maio, que se tornou mais um ritual vazio do que uma celebração viva. O autor destaca a contradição entre a memória da luta revolucionária e a realidade atual de desigualdade, individualismo e amnésia coletiva. Antigos movimentos de libertação tornaram-se gestores do poder, enquanto a ascensão social dissolve a consciência de classe. O texto defende a necessidade de reconstruir o “comum” e uma nova solidariedade coletiva diante da fragmentação atual. Leia mais

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Os Papas sem Exércitos diante dos Reis Armados

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teólogo Giuseppe Meloni, o filósofo Severino Ngoenha analisa a tensão entre egolatria — o culto ao ego do líder que transforma o poder em autopreservação e espetáculo — e a reladolia, uma racionalidade alternativa fundada na relação, no serviço e no comum. Contrapondo a força militar à legitimidade moral, o ensaio critica a personalização extrema do poder em figuras como Trump, Putin, Xi Jinping e Netanyahu, e propõe o conceito africano de Ubuntu como antídoto: “eu sou porque nós somos”. No centro da reflexão está a pergunta: conseguirá a política recuperar o sentido de que governar é servir, ou continuará prisioneira do ego armado? Leia mais

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Eu sou Africano – Thabo Mbeki

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O discurso “Eu sou Africano”, de Thabo Mbeki, é uma poderosa afirmação de identidade, memória e pertencimento construída a partir da diversidade histórica e cultural da África do Sul. Mbeki articula uma identidade africana plural, formada por povos originários, colonizadores, escravizados e migrantes, reconhecendo tanto as violências do passado — como o colonialismo e o apartheid — quanto as lutas por liberdade e dignidade.

O texto culmina na celebração da nova Constituição sul-africana como marco de reconciliação, justiça e democracia, afirmando um projeto político baseado na igualdade, na dignidade humana e na construção de um futuro comum. Trata-se de um discurso que transforma a memória histórica em fundamento ético e político para a reconstrução nacional e continental. Leia mais

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A Páscoa ou a hipocrisia da ressurreição adiada

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Neste ensaio, o filósofo moçambicano Severino Ngoenha questiona o sentido da celebração da Páscoa numa humanidade que continua a produzir sofrimento e morte. Partindo da imagem perturbadora de um “Cristo que foge da cruz”, o autor critica a hipocrisia de comemorar a ressurreição enquanto a “sexta-feira santa” — o sofrimento, a precariedade e a necropolítica — se prolonga indefinidamente na vida dos mais vulneráveis, especialmente em Moçambique e noutros territórios marcados pela desigualdade. Em vez de uma Páscoa festiva e gastronómica, Ngoenha defende uma rememoração exigente que confronta a responsabilidade histórica e transforma a cruz num chamado à justiça concreta, sem o qual não pode haver verdadeira ressurreição. Leia mais

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Matámos o cão tinhoso, mas não eliminámos a (contagiosa) tinha

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O ensaio retoma a metáfora de Nós Matámos o Cão Tinhoso, de Luís Bernardo Honwana, para refletir sobre o significado contemporâneo de “lutar por Moçambique”. Se a geração da independência derrotou o colonialismo, a luta atual desloca-se para desafios internos e difusos: corrupção, desigualdades, fragilidade institucional e pressões externas sobre os recursos naturais. A partir de um diálogo com Honwana, Severino Ngoenha defende que a tarefa presente consiste em consolidar um Estado forte, inclusivo e soberano, capaz de garantir justiça social e reconstruir o sentimento de pertença coletiva. A “tinha” — agora metafórica — designa essas formas silenciosas de corrosão da vida política que exigem uma nova ética e um novo compromisso com o futuro do país. Leia mais

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A Urgência de um Projecto Moçambicano-Centrado

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No diálogo entre Severino Ngoenha e Luca Bussotti, discute-se a grave crise de soberania e sentido em Moçambique, comparada à decadência do Império Romano. Ngoenha rejeita a subalternização neo-colonial (FMI, hegemonia ocidental, submissão pan-africanista a lideranças europeias de extrema-direita) e defende um projeto moçambicano-centrado: assumir os recursos naturais (gás, minerais, ouro) como patrimônio público do Estado e do povo, geridos com transparência e finalidade social, como única via ética e existencial para conquistar soberania real, combater a “barbaridade interna” (pobreza, guerra em Cabo Delgado, desigualdade) e evitar nova dominação. Leia mais

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Sobre decoloniais e Nêgo Bispo

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O texto propõe uma leitura crítica das abordagens chamadas “decoloniais” a partir do pensamento de Nêgo Bispo, ressaltando que a descolonização não é apenas uma operação teórica ou acadêmica, mas um modo de existência ligado à terra, à memória, à oralidade e às práticas comunitárias. Em vez de traduzir essas experiências para categorias filosóficas já consagradas, o autor sugere que é preciso deslocar o próprio lugar de enunciação do pensamento, reconhecendo saberes historicamente marginalizados como formas legítimas de produção de mundo, conhecimento e política. A reflexão tensiona o risco de institucionalização abstrata do “decolonial” e aponta para uma perspectiva enraizada, relacional e insurgente. Leia mais