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Liberdade e livre-arbítrio em Hegel (Um diálogo em sala de aula)

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O texto discute o tensionamento entre liberdade humana e o determinismo histórico na filosofia de Hegel. A partir de uma dúvida levantada em sala de aula sobre as Lições sobre a filosofia da história, analisa-se como o Espírito Absoluto progride rumo à autoconsciência por meio da “astúcia da razão”, utilizando grandes personalidades históricas (como Alexandre, César e Napoleão) para realizar seus fins universais, sem que isso elimine completamente o livre-arbítrio. O autor diferencia o livre-arbítrio (visto como arbitrariedade passional) da verdadeira liberdade, que consiste em agir segundo a vontade racional universal, e compara brevemente o problema com a onisciência divina no cristianismo. Leia mais

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Uma experiência com Descartes, Hegel e Berkeley

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O texto relata três experiências intelectuais marcantes vividas pelo autor durante sua formação filosófica, envolvendo as concepções de Deus em Descartes, Berkeley e Hegel. Na leitura das Meditações, o autor se surpreende ao perceber que, para Descartes, a certeza do conhecimento humano depende da existência de Deus, o que parece limitar a autonomia da razão. Anos depois, ao estudar Berkeley, encontra uma concepção ainda mais radical: como existir é ser percebido (esse est percipi), Deus se torna o garante permanente da existência das coisas quando não estão sendo percebidas por nós. Por fim, ao ler as Lições de Filosofia da História de Hegel, o autor percebe que também ali Deus aparece como fundamento último do sentido da história universal, expressa na ideia de uma teodiceia histórica. A reflexão termina com uma provocação: diante dos acontecimentos contemporâneos, especialmente da política atual, surge a dúvida se o otimismo hegeliano sobre o progresso da história ainda pode ser sustentado. Leia mais

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Um problema filosófico: a primeira aula de filosofia

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O texto discute o problema de como iniciar uma primeira aula de filosofia. Embora possa parecer que qualquer forma de introdução seja válida, o autor argumenta que assumir uma única definição de filosofia pode levar a uma postura autoritária e dogmática. A tradição filosófica mostra justamente o contrário: desde seus primórdios, diferentes filósofos abordaram problemas semelhantes com respostas distintas. A partir dos pré-socráticos, como Tales, Anaximandro e Anaxímenes, até outros pensadores como Xenófanes, Heráclito e Parmênides, percebe-se que a filosofia não se define por um único objeto ou método. Sua característica fundamental é a pluralidade de perspectivas e a abertura do pensamento reflexivo, que busca constantemente superar suas próprias limitações. Leia mais

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Sobre decoloniais e Nêgo Bispo

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O texto propõe uma leitura crítica das abordagens chamadas “decoloniais” a partir do pensamento de Nêgo Bispo, ressaltando que a descolonização não é apenas uma operação teórica ou acadêmica, mas um modo de existência ligado à terra, à memória, à oralidade e às práticas comunitárias. Em vez de traduzir essas experiências para categorias filosóficas já consagradas, o autor sugere que é preciso deslocar o próprio lugar de enunciação do pensamento, reconhecendo saberes historicamente marginalizados como formas legítimas de produção de mundo, conhecimento e política. A reflexão tensiona o risco de institucionalização abstrata do “decolonial” e aponta para uma perspectiva enraizada, relacional e insurgente. Leia mais

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Quarta-feira de cinzas da teoria: balanço filosófico do carnaval

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O texto propõe um balanço filosófico do carnaval como categoria interpretativa da cultura, mostrando que a tentativa da filosofia de reduzir a polifonia a uma teoria unificadora entra em tensão com a própria lógica da carnavalização. Entre crítica e potência, o carnaval aparece como prática ambígua: pode tanto reproduzir alienações quanto abrir experiências de reconhecimento, conflito e transformação ética e política. Leia mais

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Profetas do carnaval brasileiro: Merquior e Flusser

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O ensaio analisa como José Guilherme Merquior e Vilém Flusser transformaram o carnaval em chave interpretativa da cultura brasileira. Enquanto Merquior o vê como compensação simbólica perdida no processo de racionalização moderna, Flusser o entende como forma de vida não histórica, ligada ao corpo, ao jogo e à matriz africana. Entre nostalgia e aposta utópica, ambos projetam no carnaval uma promessa de superação da crise ocidental — promessa cuja ambiguidade ainda interpela o presente. Leia mais

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Carnaval (e carnavalização) entre o Renascimento e a Globalização

ChatGPT Image 12 de fev. de 2026 23 05 46

O texto analisa o carnaval como chave interpretativa da cultura ocidental, partindo da leitura de Mikhail Bakhtin, para quem a festa medieval instaurava um “segundo mundo” de inversões simbólicas, riso coletivo e suspensão provisória das hierarquias. Em diálogo crítico com Umberto Eco, Slavoj Žižek e Zygmunt Bauman, o ensaio mostra como essa lógica carnavalesca se transforma na modernidade tardia: de ritual popular potencialmente subversivo, ela passa a operar como forma difusa de espetáculo, consumo e entretenimento permanente. A carnavalização deixa então de ser exceção para tornar-se traço estrutural da vida contemporânea, marcada pela mídia, pelo mercado e por identidades cada vez mais fluidas. Leia mais

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#241 – Esperança Ativa, com Luiz Eduardo Soares

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No episódio 241 do Filosofia Pop, intitulado ‘Esperança Ativa’, Marcos Carvalho Lopes recebe novamente o antropólogo, cientista político e escritor Luiz Eduardo Soares para uma conversa que parte do contexto sombrio do final de 2025 – com o avanço da… Leia mais

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#240 – Avesso de Marx, com Crisóstomo de Souza

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Este é o nosso episódio de número 240 e hoje recebemos o filósofo José Crisóstomo de Souza para uma conversa sobre o livro O avesso de Marx. A proposta de Crisóstomo é descentralizar Marx, afastando-se tanto do comunismo especulativo, quanto… Leia mais

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Decifrando a Legião Urbana: 5 Segredos Filosóficos Que Vão Mudar Como Você Ouve a Banda

Um retrato de Renato

A Legião Urbana é um pilar inabalável do rock brasileiro, cujos hinos atravessam gerações. Para muitos, suas letras são a trilha sonora de momentos decisivos da vida. Contudo, mesmo para o fã mais devoto, existe um universo de intenções filosóficas… Leia mais